A lei da oferta e da procura continua sendo o principal regulador dos preços das hortaliças no comércio de Londrina. Quem garante é o produtor Eliel dos Santos Silva, do Patrimônio Selva, que vende sua produção de jiló, berinjela, entre outros produtos da horta, na Ceasa (Centrais de Abastecimento) todas as segundas, quartas e sextas-feiras, à tarde.
Se a procura excede a oferta, como já dizia Karl Marx em 1904, os preços sobem; mas se a oferta supera a procura, os preços baixam. A maior queda de preço, segundo o horticultor do Patrimônio Selva, nas últimas semanas foi observada no repolho. ''Ele está sendo vendido a R$ 3,00 a dúzia'', informa Santos Silva. ''Se vendermos 100 dúzias, vamos ter apenas R$ 300,00'', observa.
Esse valor, de acordo com o horticultor, não garante os custos com a produção. Entretanto, devido à qualidade de seus produtos, verduras e legumes com baixa produtividade atualmente e consequente alta de preços, têm saída rápida de sua banca na Ceasa. O primeiro a ser vendido, quarta-feira passada, na Ceasa, foi o jiló, cuja caixa está na faixa de R$ 15,00 a R$ 18,00 um dos mais caros entre berinjela (R$ 10,00 a R$ 12,00), chuchu (R$ 15,00 a R$ 20,00) e pimentão (R$ 8,00 a R$ 10,00).
Se a oferta e a procura atuam na determinação do preço e da quantidade em cada mercado, o custo com a produção também determina o reinvestimento do lucro obtido. ''Gasto 80% do que ganho com as despesas com a produção'', afirma ele. Sua renda bruta chega hoje a R$ 5 mil, que têm que ser distribuídos entre produção, mão-de-obra de sete funcionários e sustento de cinco familiares.

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