''É muito bom lidar com flores'', resume a produtora Natalina Takemura, de Londrina. Nesta semana, o viveiro da família entregou 40 mil vasos de crisântemos às floriculturas da região, além de clientes no interior de São Paulo e Florianópolis (SC). As vendas refletem o bom mercado das flores, especialmente em datas comemorativas, como finados, celebrado na última quinta-feira, dia 2.
A família Takemura está no mercado há mais de 30 anos e, mesmo não revelando números, garantem que a atividade é lucrativa, apesar da concorrência com os produtores do estado de São Paulo. ''Dá para ganhar mais do que 20%'', resume Rosângela, uma dos três filhos do casal de japoneses envolvidos com a atividade. Ela reclama que a rentabilidade já foi melhor: ''Há cinco anos o preço do vaso de flores é o mesmo. Neste tempo, no entanto, o custo de produção não ficou parado, houve reajuste no valor das mudas, do substrato, do vaso, dos defensivos'', contabiliza.
O custo de produção, segundo o irmão Sandro Takemura, varia de acordo com o tipo de flor. No caso específico do crisântemo ele calcula um custo entre R$ 1,20 e R$ 1,30 por vaso. O preço de venda, no atacado, ficou entre R$ 1,65 a R$ 2,00.
Na chácara da família há o cultivo de 10 variedades de flores em vasos. ''A produção mais forte é de crisântemo, gérbera, kalanchoe e orquídea. Há ainda o cultivo de rosas e crisântemos para corte destinados quase que exclusivamente à floricultura e à banca da feira conduzidas por eles.
Sandro conta que a família se especializou na produção dos crisântemos e já cuidam até mesmo do preparo de parte das mudas, que é feito por meio de estaqueamento. Mesmo assim, ainda se faz necessário a compra de mudas de empresas especializadas. O ciclo da flor, informa, é de 90 dias, ''de trabalho intensivo'', completa. Outros materiais como substrato, vasos e defensivos, são adquiridos dessas empresas.
O produtor está também investindo na produção de mudas de gérberas ''para diminuir o custo de produção''. As sementes são coletadas das flores mais velhas e, depois, são secadas ao sol. De empresas especializadas cada semente da flor custa, em média, R$ 0,60 e a muda varia entre R$ 1,00 e R$ 1,20.
''Produção de flor não tem sábado, domingo, nem feriado'', diz o produtor, referindo-se à necessidade de atenção intensiva. Entre os principais inimigos do cultivo, Sandro cita o ataque de pragas. ''Ácaro rajado e o trípes são os mais agressivos''.
A quantidade de rega dos vasos é determinada de acordo com a variedade da flor. ''Gérberas e crisântemos exigem rega diária. Nos dias mais quentes é feita até três vezes por dia. Já as orquídeas são regadas uma vez por semana'', ensina. O sistema de irrigação permite a distribuição da água em cada vaso.
A forma de acomodação dos vasos, em varais ou sobre tijolos, auxilia na drenagem. ''Mesmo nas plantas mais exigentes água em excesso pode provocar o aparecimento de fungos'', destaca Sandro. Na semana passada, a falta de tijolos para acomodar os vasos o fez perder parte de um canteiro.
Plantas como o crisântemo têm a floração controlada pela luz. ''O crisântemo é uma espécie de dias curtos ou de pouca luz. Com a utilização de lâmpadas nas estufas temos condições de controlar o aparecimento dos botões'', explica.

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