Londrina é termômetro para o País
Cláudia Barberato
De Londrina
Na 40ª Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina, pecuaristas compradores ou vendedores de animais, terão quatro meios para realizarem seus negócios. Dentro do Parque Ney Braga, nos recintos de leilões, durante os remates, ou nos galpões, em compra direta; por telefone, acessando a tv a cabo, ou via internet. Duas leiloeiras (Programa e Rural Business) estarão comandando os remates.
Nenhuma feira no País reúne tantos animais para venda, com a variedade que existe em Londrina. A afirmação é diretor da Programa Leilões, de Londrina, Paulo Horto. A leiloeira fará 27 dos 35 leilões programados durante os 11 dias da exposição.
A expectativa é atingir entre R$5,5 a R$6 milhões com os leilões. Em 99 a Programa fez 19 remates na feira de Londrina que somaram, segundo o gerente da leiloeira, Marcos Vinícius Moreno, R$4,5 milhões.
A grande oferta de animais em leilão, segundo Horto, se deve a evolução e ao melhoramento genético na pecuária brasileira. Londrina funciona como um termômetro para outros negócios no resto do País. A cidade tem uma posição estratégica, no caminho do Mercosul, e reúne criadores que fazem adoção de tecnologias de melhoramento genético e cruzamento industrial.
Este ano, segundo Horto, mesmo com a seca que atingiu o Paraná e outros Estados, prejudicando pastos, a feira de Londrina deverá render uma boa comercialização de animais. Primeiro porque é a primeira grande exposição do País. Nenhuma outra feira tem a variedade e a qualidade de gado indiano e europeu, juntos, para ofertar.





