Albari RosaCuritibaAçougues da Capital do Estado já estão recebendo a carne embalada, com a etiquetaNova reunião em fevereiro deverá definir a data de implantação da Portaria 304 em Londrina e região, que trata da distribuição e comercialização de carne embalada e com etiqueta-lacre de procedência. A informação é do presidente da Associação do Comércio Varejista de Carnes do Norte do Paraná, José Saraiva.
Saraiva acredita na implantação do serviço ainda no primeiro semestre deste ano. Segundo ele, o funcionamento deverá inibir grande parte da carne clandestina, hoje comercializada na região.
‘‘Esta é uma orientação antiga da própria associação mas, depois da implantação da portaria, todo comerciante de carne deverá apresentar, para efeito de fiscalização, a etiqueta que acompanhará as peças de carne do frigorífico até açougues ou supermercados, uma garantia de fiscalização da qualidade do produto.’’
FavorávelO presidente da associação garante que o segmento varejista já está esclarecido sobre as exigências da Lei e concorda com a implantação da Portaria. Cerca de 400 estabelecimentos de Londrina são filiados à associação. Indústrias e distribuidores terão que entregar as peças de carne embaladas. Os açougues, por sua vez, poderão continuar praticando o mesmo serviço de atendimento ao consumidor no balcão, com desossa ou cortes em bifes. Muda apenas a exigência em apresentar, ao consumidor, a etiqueta de procedência dessa carne.
O dono da Casa de Carnes Glória, de Londrina, Oswaldo Esteves, acredita que a Portaria deverá beneficiar também os donos de açougues. ‘‘A implantação da nova Portaria deverá melhorar a higiene nos abates e transporte da carne que chega até o açougue. Com isso o consumidor deverá ser atraído pela melhor qualidade.’’
No caso dos estabelecimentos que vendem no atacado, para restaurantes ou cozinhas industriais, é necessária adequação com sala de desossa e embalagem, além da fiscalização municipal, estadual ou federal, dependendo da abrangência no atendimento.
A distribuição de carne embalada, de acordo com Saraiva, deverá abranger não só Londrina, mas a região que vai de Cornélio Procópio até Apucarana. Ele acredita que o maior benefício da Portaria será para o consumidor. A associação tem orientado, independentemente da Portaria, que os açougues não recebam mercadoria abatida sem fiscalização.


Portaria está
funcionando
em Curitiba
desde o dia 6


Em CuritibaA maior dificuldade na implantação da portaria que trata da comercialização de carne embalada, que começou a funcionar no último dia 6 em Curitiba e Região Metropolitana, tem sido, segundo o chefe do Serviço de Inspeção Federal do Paraná, Carlos Roberto Conti Naumann, a falta ou a troca de informações distorcidas entre os açougues. ‘‘Muitos donos de casas de carne ou açougues não sabiam que teriam que guardar as embalagens com etiquetas do produto proveniente dos frigoríficos.’’
Com a portaria da carne embalada funcionando, 30% da carne clandestina comercializada na Grande Curitiba ficaram fora de mercado. ‘‘Isto porque o açougue não tem comprado a carne que não está enquadrada no que exige a Portaria 304. As redes de casas de carne e supermercados também’’, afirma Naumann.
Ele esclarece que, pela nova portaria, o açougueiro só poderá vender carne para o consumidor. Se quiser ser um fornecedor de cozinhas industriais, hospitais, restaurantes e outros estabelecimentos, deverá ter sua sala de desossa e cortes especiais, além dos serviços de inspeção municipal, estadual e federal. O açougueiro poderá vender no balcão a carne em cortes ou moída, mas terá que conservar, por exigência da fiscalização, a embalagem de origem da carne.
A etiqueta deverá conter informações de identificação, com nome e endereço, CGC, se é carne de macho ou fêmea, com osso ou sem osso, prazo de validade e temperatura de conservação. Esta etiqueta deve estar fixada ao lado da peça de carne, ou dos cortes da carne. Se o traseiro do boi, por exemplo, for inteiro para o açougue, tem que necessariamente estar com a etiqueta. No açougue, se este traseiro for cortado em pedaços, a etiqueta ainda deverá estar à mostra. O consumidor deve ter acesso à etiqueta no balcão frigorífico.
Para supermercados que vendem a carne no balcão no sistema de auto-serviço, com carne na bandeja ou mesmo açougues que vendem para cozinhas industriais e restaurantes, há exigência do serviço de inspeção federal, municipal ou estadual.
Em Curitiba, segundo Naumann, perto de mil estabelecimentos comerciais já estão atendendo a Portaria. ‘‘Os frigoríficos do Norte do Estado, de onde sai a maioria da carne consumida em Curitiba e Região Metropolitana, já estão dentro da lei’’, garante. Por isso, ele não acredita em dificuldades para a implantação da portaria em Londrina.

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