Logística limita exportação
Os cafeicultores bolivianos aprenderam a conviver com as doenças, que hoje não representam limitação ao cultivo do café no País. Já a oscilação de preço, que ocorre com frequência, é um dos entraves para o escoamento da produção. A dificuldade em transportar o grão até os portos também tem comprometido as exportações bolivianas. Sem saída para o mar, os produtores precisam utilizar portos chilenos para disponibilizar as mercadorias no mercado internacional.
''Todo este processo encarece os custos'', diz Rodrigo Burgoa Salinas, representante da indústria cafeeira Agricabv, da província de Buena Vista, que fica 100 quilômetros ao norte de Santa Cruz de la Sierra. Para ele, a divulgação de notícias ruins sobre o país na mídia internacional também compromete as vendas. ''Isto dificulta as negociações com os outros países, pois temos que estar sempre explicando os acontecimentos'', reclama.
Hoje, o café boliviano está classificado na bolsa de Nova Iorque com a denominação outros arábicos lavados. O preço, segundo Salinas, está cotado entre os cafés brasileiro - de menor valor - e colombiano, de valor superior. A maior parte do café consumido no País é misturado com açúcar. ''Apenas 4% do mercado nacional prefere o café tostado, tipo exportação'', analisa. (M.G.)





