O presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Limousin (ABCL), Wilson Brochmann, enviou na semana passada um relatório sobre a raça ao Ministério da Agricultura. No documento ele garante que não há registro de contaminação pelo mal da vaca louca entre os animais da raça, especialmente dos que foram importados na década de 90.
A associação, que tem sede em Londrina, reúne 652 pecuaristas em todo o País e contabiliza um rebanho de 905 animais da raça limousin, provenientes da França, importados desde o início da década de 90, com finalidade reprodutiva e de melhoramento genético.
Segundo Brochmann, um rastreamento, feito por órgãos de pesquisa ligados ao governo francês, já comprovou que não há o problema nos animais. De acordo com o presidente da ABCL 95% do gado limousin é importado da região de Limoges (Alta Viena), local onde não foi registrado nenhum foco da doença entre os animais.
‘‘No Brasil, a base da alimentação do gado limousin é de origem vegetal. Na França, a carne para consumo passa por um processo de inspeção do governo e recebe um selo de qualidade. Este selo é a garantia de que o gado foi alimentado somente com gramíneas e ração de origem vegetal’’, afirma Brochmann.
‘‘Segundo a Organização Internacional de Epizootias, a doença não é transmitida através do sêmen ou de produtos lácteos’’, avisa o pecuarista. Mesmo assim, ele garante que a associação está disposta a colaborar no cumprimento de medidas de prevenção.

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