O agronegócio emprega 37% da população brasileira, é responsável por 25% do Produto Interno Bruto (PIB) e gera US$ 22 bilhões em exportações. Atualmente, o País cultiva 38 milhões de ha/ano e tem capacidade para aumentar a área em cerca de 190 milhões de ha, derivados de terras inexploradas e pastos nativos.
  Com a utilização destas áreas, o Brasil aumentaria sua produção para 500 milhões de toneladas de alimentos, sem a necessidade de desmatar florestas e danificar o meio ambiente.
  O potencial brasileiro é ilimitado. O sucesso se deve à incorporação de novas áreas, aos inventimentos em tecnologia e pesquisa, ao uso de sementes certificadas, ao baixo custo de produção das lavouras e, principalmente, à capacidade empreendedora dos produtores. Mas o país ainda precisa investir em infra-estrutura, com a construção de estradas e o desenvolvimento de modelos mais econômicos de escoamento da produção.
  Os produtores brasileiros ainda perdem para os norte-americanos e argentinos na remuneração líquida, devido ao entrave brasileiro chamado Custo Brasil, que engloba o custo de logística, a realização da reforma tributária, as práticas protecionistas de outros países e o impedimento ou atraso na adoção de novas tecnologias como os transgênicos, permitidos no mercado internacional.
  Hoje, há cerca de 6 milhões de agricultores que cultivam plantas transgênicas no mundo, sendo que deste total, quatro milhões e meio são produtores de baixa renda. Existem transgênicos em 60% da área de soja dos Estados Unidos e em 85% da Argentina.
  O presidente da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem), Iwao Miyamoto, acredita que a sobrevivência do agronegócio brasileiro dependerá unicamente da liberação do plantio de cultivares transgênicos. ‘‘Do contrário, não haverá competitividade na produção de grãos, frutas e hortaliças. Um exemplo é o nosso algodão, que é US$ 250/ha mais caro que o australiano, o transgênico BT’’, declarou.
  No Brasil, há sete anos a soja geneticamente modificada é plantada a partir de sementes contrabandeadas do país vizinho e essa prática já atinge uma área bastante significativa devido a utilização de sementes guardadas que, por não serem fiscalizadas ou certificadas, se esparramam com velocidade pelos Estados, carregando doenças.

  Sementes –Segundo Miyamoto, quando o empresário rural vai comprar qualquer outro bem de consumo ou produto, ele quer saber a procedência, a qualidade, a durabilidade e o rendimento. ‘‘Por que não agir assim também com a semente, procurando um produto livre de doença, que tenha diferentes componentes genéticos e garantia?’’, questionou.
  A produtividade de grãos do Brasil cresceu 23% em cinco anos e hoje o País utltrapassou os Estados Unidos na produção de soja, obtendo 2.800 kg/ha, enquanto os norte-americanos produzem 2.700 kg/ha. Só o Mato Grosso produz 3.300 kg/ha. Isso só é possível, pois 95% das sementes utilizadas no Estado são certificadas.

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