Liberação de plantas modificadas
No Brasil as primeiras liberações comerciais de plantas transgênicas devem ser normatizadas até o final do ano. Segundo a pesquisadora Eliana Fontes, integrante da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CNTBio), que avalia e autoriza essas liberações, a comissão não pretende ser um entrave ao desenvolvimento da ciência, e poderá analisar solitações extraordinariamente, fora deste prazo.
Recentemente foi autorizada, por exemplo, a entrada de soja transgênica em grãos para abastecer a indústria de óleo e margarina. ‘‘Depois de muita análise a comissão concluiu que a soja não ofereceria riscos ao consumo humano, e os benefícios econômicos para o País seriam importantes’’, diz Eliana.
Com relação à liberação para plantio da soja transgênica, a comissão ainda aguarda parecer dos pesquisadores que conduzem os experimentos em vários locais. Por enquanto está autorizada apenas a liberação para testes.
Hoje a área global cultivada com plantas transgênicas tem se expandido muito, principalmente nos Estados Unidos. Apenas 25% dessa área encontram-se nos países em desenvolvimento, e destes a Argentina é o maior participante. A principal cultura é a soja, seguida do milho, fumo, algodão, canola e tomate.
No Brasil a maioria dos testes estão sendo feitos com culturas tolerantes a herbicida (52%), resistentes a insetos (44%) e resistentes a vírus (4%).
(C.C)

mockup