Leite tem preço estável
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sexta-feira, 01 de setembro de 2006
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
A reunião mensal do Conselho Paritário de Produtores e Indústrias de Leite do Estado do Paraná (Conseleite), realizada no último dia 15 na sede da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), em Curitiba, projetou estabilidade para os preços pagos pelo leite em agosto.
O leite padrão foi comercializado, em média, a R$ 0,4663/l, enquanto o litro do leite com maior valor de referência foi vendido a cerca de R$ 0,5362 e o produto de menor valor de referência a pelo menos R$ 0,4239/l.
Em julho esses valores foram definidos em R$ 0,4662/l, R$ 0,5361/l e R$ 0,4238/l, respectivamente. Já para o leite pasteurizado, o conselho projetou para agosto o preço de R$ 0,9080/litro, uma queda de R$ 0,0068/l em relação ao mês passado.
Para o produtor Louiz Baldraz, de Rolândia, membro do Conseleite, a estabilidade demonstra equilíbrio entre a oferta a demanda. Mas apesar de o mercado estar abastecido, ''o preço não está bom e deve cair ainda mais para o produtor''.
Segundo o pecuarista, com o início da safra, as empresas tendem a pagar menos pelo litro do leite. A saída, aponta, é lutar para baixar os gastos com a produção. Na opinião do produtor, hoje, o combustível e a mão-de-obra são os itens mais caros da planilha de custos. ''A ração, ao contrário, está com preço adequado devido à baixa do milho'', assinala.
A estiagem, ressalta Baldraz, só não comprometeu a produtividade do rebanho paranaense, pois os pecuaristas estão trabalhando no limite. ''O produtor consciente fez silagem, adaptou o pasto com cana e já está usando suas reservas para alimentar o gado'', constata. ''É claro que se tivesse ocorrido o pastoreio de inverno teria sido melhor, não só para a quantidade como para a qualidade do leite produzido'', completa.
Para o produtor, os baixos preços devem se repetir durante o ano todo e, sem opção de renda devido a crise agrícola, os bovinocultores de leite precisam aumentar a produção para gerar capital e reinvestir na propriedade. ''Está apertado viver do leite esse ano. Está complicado fazer a manutenção da propriedade ou investir em novas atividades'', conclui.


