O consumo de leite de cabra no Brasil ainda está ligado a problemas de saúde, devido às caracteríticas do produto. O professor Assis calcula que 90% das pessoas que procuram o leite de cabra recebem orientação médica. São normalmente crianças e idosos que apresentam algum tipo de alergia ou reação adversa ao leite de vaca, e acabam optando pelo leite de cabra devido à facilidade maior de digestão, por ser menos ácido. O produto é também mais rico, tem média de proteína e gordura praticamente idêntico ao leite de vaca, mas apresenta uma concentração maior de cálcio.
O leite de cabra é também muito indicado para pessoas cancerosas, que fazem tratamento por quimioterapia. Em muitos casos, conta o professor Assis, a pessoa chega a apresentar menos reação aos medicamentos, como menor queda de cabelos devido ao consumo do leite de cabra. O maior produtor da região de Maringá, segundo ele, é a UEM, que tira uma média de 80 litros por dia. Em Curitiba, onde existem cinco criadores, a média é de 200 litros por dia. Em média, um litro de leite de cabra custa R$2,00.
O professor Assis prefere transformar o leite em queijo, fornecendo leite apenas na entressafra, quando a produção é menor. Ele explica que para cada quilo de queijo, que alcança em média R$40,00, são necessários oito litros de leite. Toda a produção do professor Assis é comercializada entre clientes conhecidos. ‘‘A produção ainda é baixa e não compensa colocar em revendedores, o que também dá muito trabalho’’, diz. O consumo de concentra na época de inverno, já que o queijo de cabra é muito apreciado como aperitivo acompanhado por um bom vinho.
O queijo de leite de cabra tem uma maturação diferente do propduzido com leite de vaca, o que exige uma certa experiência. Por ser mais ácido, o leite de cabra resulta em um queijo mais picante, mas de fácil digestão. O professor Assis faz ainda queijos de leite de cabra temperados. Como o produto não é curado, tem um período de validade bem menor que o queijo de leite de vaca - em torno de uma semana a 10 dias.

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