Em 40% das propriedades de Nova Tebas a produção de leite responde por 100% da renda familiar. O rebanho bovino é de 57 mil cabeças sendo 19 mil destinadas à produção leiteira. Nessa categoria, o Sítio Boa Esperança, do produtor Francisco Cheremeta, foi o escolhido para receber os participantes do Rali da Diversidade. Uma propriedade em que a tecnologia é o diferencial produtivo. E as vacas têm direito a som ambiente – tudo para ajudar na produção diária de 120 litros.
  Cheremeta está no ramo há 20 anos e conta com butijões de sêmen para trabalhar com o melhoramento genético, ordenha mecânica e resfriador. O investimento mais recente, feito após a visita do Rali da Diversificação do ano passado, foi o piqueteamento da propriedade, o que, segundo ele, serviu para ‘‘reduzir a mão-de-obra e facilitar a vida’’ do produtor.
  Mas o item tecnológico que mais chama a atenção no Sítio Boa Esperança é um micro-system. Serve para que as vacas escutem música na hora da ordenha. O método, garante o criador, tem dado bons resultados na produção final. E os cuidados não páram por aí. ‘‘Tem que ficar ligado no rádio. Se colocar um CD, a vaca acostumar com a música e por acaso perder o CD, não vai dar mais tanto leite’’, garante Cheremeta.
  A técnica Vitória Holzmann explica que, apesar de ser perto do asfalto, a propriedade fica um pouco distante de outros produtores. Isso impede que a venda seja feita em conjunto com outros produtores. ‘‘Por outro lado, o leite tem a vantagem da renda mensal’’, ressalta. (F.R.F.)

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