Leite Bom é finalista de prêmio do Banco do Brasil
O projeto Leite Bom, que atende pequenos produtores de cidades do Norte do Estado, é um dos 125 finalistas do Prêmio Fundação Banco do Brasil, que tem como objetivo identificar, certificar, premiar e difundir tecnologias sociais. Desenvolvido pelo Programa Universidade Sem Fronteiras da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, o projeto visa o controle sanitário dos rebanhos para diagnosticar possíveis casos de brucelose e tuberculose, doenças que podem ser transmitidas aos humanos pelo leite.
O projeto, coordenado pelo veterinário Augusto José Savioli Sampaio, da Universidade Estadual de Londrina (UEL), desenvolve ações com pequenos produtores de Ibiporã, Ortigueira, Londrina, Tamarana e Arapongas. Um mapeamento sócio-econômico identificou as propriedades que necessitavam do atendimento profissional.
Depois disso, os veterinários iniciaram o manejo do rebanho, com a vacinação dos animais, e a capacitação dos produtores por meio de palestras. Segundo o coordenador, o Leite Bom traz ainda como benefício o aumento da produtividade, a possibilidade de agregar valor ao produto e, por consequência, o incentivo à atividade.
Para ser considerado um produtor de leite é preciso que o rebanho seja certificado pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná. A criação deve estar livre, por três anos seguidos, de doenças como a brucelose e a tuberculose. Segundo Sampaio, antes do Leite Bom, 88% das propriedades nunca tinham feito exames contra essas doenças. Com o acompanhamento e orientação da equipe de veterinários, os produtores que ainda resistiam, se convenceram a fazer o controle das criações. (Reportagem Local)





