O primeiro final de semana da 27ª edição da Exposição-Feira Agropecuária, Industrial e Comercial de Maringá (Expoingá-99) fechou, quebrando recordes na agenda de negócios promovidos pela Sociedade Rural de Maringá (SRM). Apesar de serem modestos, os números dos leilões são os primeiros resultados do trabalho de incentivo ao comércio pecuário durante a maior feira da região Noroeste do Paraná.
A Expoingá começou no último dia 6 e termina amanhã, no Parque de Exposições Francisco Feio Ribeiro. A feira tem este ano mais de cinco mil animais em exposição, julgamentos e leilões. Os organizadores esperam comercializar, somente no setor pecuário, cerca de R$2 milhões.
Caminho certoNo Leilão do Criador, realizado domingo, foram comercializados 1.088 animais, totalizando um faturamento de R$309 mil. ‘‘Esta é a maior cifra já registrada em leilões promovidos pela Sociedade Rural de Maringᒒ, conta Otávio Dias Chaves Júnior, o ‘‘Cambarᒒ, diretor de Leilões da SRM. Foram vendidos 50, dos 54 lotes de gado de cruzamento industrial e da raça nelore oferecidos no leilão.
Segundo o leiloeiro, em negócios anteriores a SRM não ultrapassava a venda de 800 animais. ‘‘Cambarᒒ acredita que o trabalho desempenhado pela SRM, desde dezembro do ano passado, para retomar a realização de leilões, determinou um padrão próprio da organização e da qualidade dos eventos. ‘‘Este leilão durante a Expoingá indicou que estamos no caminho certo’’, ressalta.
Embora a pecuária tenha expressão na região de Maringá, a cultura de leilões estava quase perdida entre os criadores. Para ‘‘Cambarᒒ, além do trabalho da SRM, a participação do Banco do Brasil, com uma linha de crédito especial e financiamentos aos pecuaristas a juros de 8,75% ao ano, também colaborou para o resultado. ‘‘Podemos considerar ainda a desvalorização do real, que ajudou a aquecer os negócios no setor pecuário’’, completa.
A SRM espera quebrar seu próprio recorde durante o Leilão de Gado de Corte, que será realizado amanhã, no último dia da feira, a partir das 16 horas, no Recinto Ermelindo Bolfer, do Parque de Exposições. Serão ofertados 1.400 animais para cria, recria e engorda.
EquinosO leilão de cavalos paint-horse e quarto-de-milha, realizado no último dia 8, sábado, na Expoingá, também superou as expectativas dos organizadores: dos 38 lotes ofertados, 34 foram vendidos por preços 25% a 30% mais altos do que os esperados pelo criador e organizador do primeiro leilão de paint-horse na feira de Maringá, Valentim Meneghetti Filho, do Haras Rancho dos Ipês.
Os destaques foram para Promissor, um macho mestiço com seis anos, 7/8 de laço e Sweet Flower, uma potra pura com 18 meses. Esses animais alcançaram o valor de R$5.040,00. Para Meneghetti, que também é vice-presidente da Associação Brasileira do Cavalo Paint (ABC Paint), o mercado hoje está mais favorável ao paint em comparação ao quarto-de-milha. ‘‘A diferença de preço pode chegar a R$10 mil a favor do paint’’, afirma.
O Paraná, lembra Meneghetti, é hoje o segundo maior Estado criador de paint-horse, com cinco criadores donos de garanhões em idades de servir. O Paraná perde apenas para São Paulo.
A média oficial do 1º Leilão Versatilidade ficou em torno de R$2,7 mil, gerando um montante de R$100 mil. Se considerada a média dos paints ofertados, o valor da média sobe para R$4 mil.DivulgaçãoAtraçãoGado sempre é uma atração para adultos e crianças, nas exposições agropecuárias como a ExpoingáMarta Medeiros

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