Curitiba As mudanças feitas nas leis ambientais para o manejo da araucária foram tão coercitivas que levaram os produtores a perderem o interesse pela cultura da árvore, nos últimos cinco anos, justifica o engenheiro agronômo da Emater Jorge Mazuchowski. Com isso, tornou-se inviável a produção econômica da espécie e dos seus subprodutos. Para o pinhão, ele esboça um futuro de colheita e comercialização que já é observado atualmente: artesanal e de temporada (três a quatro meses), com abrangência de mercado bastante restrito à região produtora.
''Hoje, só reflorestadoras ligadas as indústrias de celulose e papel conseguem autorização para o plantio de araucária. O plantio ocorre para o corte. O pinhão é renda complementar'', esclarece.
O engenheiro explica que ainda existiu outro entrave para a produção de pinhão, que é cultural e remete aos tempos dos faxinais, há 50 anos. ''Naquela época, pinhão era comida de porco e não se dava valor para o produto. Só depois se percebeu que dá um bom dinheiro e daí o produtor procurou outros sistemas de comercialização, que não o meramente a granel'', conta. Com a lei mais restritiva, os produtores migraram para a produção de outras madeiras como o pinos, grevilha e eucalipto. Os que permanecem com araucárias em suas propriedades, permitem que autônomos façam a coleta do pinhão no período de safra.
Segundo Mazuchowski, há dez anos, a Emater e a Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab) fizeram uma parceria para fomentar e organizar o uso econômico da araucária que só depois de 20 anos produz em escala comercial. (F.G.)

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