Lavradores organizam produção
Cláudia Barberato
De londrina
O cooperativismo agropecuário responde hoje por mais de 55% do PIB da agricultura paranaense. Participa de todo o processo de produção, beneficiamento, armazenamento e industrialização; atua no mercado interno e externo, fazendo com que o associado seja um agente ativo do mercado, como também nas ações sociais de comunidade, atendendo principalmente os pequenos e médios produtores. As informações são da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).
Dentro desse contexto, as cooperativas passaram a ser importantes instrumentos de difusão de tecnologias e também um elo de ligação entre o produtor rural e o Governo, para implementação de programas oficiais. Isso ocorreu, segundo a OCB, com a difusão do crédito rural, da armazenagem, manejo e conservação de solos, manejo integrado de pragas, assentamento de agricultores, na viabilização da comercialização, Prorural, Paraná Rural e outros programas.
Essa integração entre Estado e cooperativas, de acordo com a OCB, não só permitiu aos governos implementarem suas ações na agricultura, como também, levar o Paraná à liderança nacional de produção e produtividade agrícola. As cooperativas do Paraná foram transformadas, considera o histórico da OCB, em agentes de desenvolvimento econômico e social.
Hoje, uma cooperativa é, em muitos municípios do Paraná, uma das empresas de maior importância econômica, empregadora e geradora de receitas, atendendo cerca de 35% da população rural do Estado.
Produção organizadaCom a integração dos produtores em cooperativas, organizou-se também a produção e, com isso, reduziram-se os agentes de comercialização, aumentando a eficiência dos mecanismos de arrecadação tributária do Estado, o que torna as cooperativas instrumentos na execução da política fiscal do Governo.
As cooperativas procuram dar sustentação à atividade agropecuária, para manter o produtor rural na atividade, o que depende também de uma economia moderna que possibilite a agregação de valores à produção. O maior retorno aos agricultores possibilita seu reinvestimento no processo produtivo.
A integração das cooperativas e a agregação dos interesses dos produtores rurais, permitiu a montagem de uma infra-estrutura básica de armazenagem da produção. Na sequência veio a agroindústria, na tentativa de gerar valores adicionais aos produtores. As cooperativas iniciaram o processo e hoje são detentoras de modernos parques industriais.
Implantando novas indústrias ou recuperando as já existentes, as cooperativas têm procurado atender seus associados, transferindo benefícios econômicos e sociais, buscando o desenvolvimento dos produtores.
Outro aspecto é a diversificação das cooperativas. Hoje elas operam com praticamente todos os produtos produzidos no Paraná, além de serem pioneiras na implantação de novas culturas e projetos.
A vocação agropecuária do Paraná oferece um grande potencial para o desenvolvimento do setor agroindustrial, pela disponibilidade de matérias-primas, de energia, da infra-estrutura de escoamento da produção e da proximidade aos grandes centros de consumo. Além do esforço do produtor.
O crescimento da produção depende de melhoria nas produtividades, devido ao esgotamento da fronteira agrícola. A arrecadação de tributos no setor poderá estacionar, caso não se agreguem valores aos produtos primários, via agroindustrialização.
A industrialização da produção agropecuária, consideram os líderes das cooperativas, será primordial para transformar o Paraná de Estado exportador de matérias-primas, em exportador de bens de consumo, aproveitando o potencial disponível.





