De acordo com Francisco Barbosa, coordenador do Departamento Nacional do Café do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento em Londrina, a maioria das lavouras paranaenses está em fase de granação. Na avaliação do especialista, a situação dos cafezais está de razoável a boa, apesar da falta de manejo adequado.
Para essa época, os tratos culturais recomendados são capina, adubação e controle de ferrugem e broca com fungicida e inseticida, respectivamente. Em lavouras produtivas, ainda dá tempo de adubar com nitrogênio e potássio visando conservar o solo para a safra do ano que vem. Nas áreas em recuperação, Barbosa indica utilizar produtos nitrogenados.
A previsão oficial é que a produção de café de 2002 atinja entre 1,6 e 1,7 milhões de sacas no Paraná. No ano passado, cafeicultores paranaenses colheram 550 mil sacas. Apesar da estimativa de colheita três vezes maior este ano, o Estado ainda não recuperou toda a sua capacidade produtiva após as geadas de 2000. ‘‘Nossa capacidade total é de 2,5 a 2,8 milhões de sacas’’, explicou.

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