O engenheiro agrônomo Francisco Barbosa, do Departamento Nacional de Café, participou recentemente do Simpósio Latino-americano de Cafeicultura, na Costa Rica, e comenta que a principal preocupação do simpósio é com o desenvolvimento de uma cafeicultura sustentável.
A maioria dos países produtores da América Central e Sul, com exceção do Brasil, produzem o café lavado, degomado, que causa um sério problema de poluição.‘‘Os resíduos estão contaminando os rios e mananciais e eles estão preocupados em solucionar esta questão’’.
Nesta área de produção sustentável, o Brasil só tem a se preocupar com relação ao uso de agrotóxicos. Barbosa comentou que hoje não existe um padrão nas regiões produtoras do País que possa definir se usamos muito ou pouco veneno para produzir. ‘‘Alguns produtores têm procurado a produção orgânica, que dá uma bom diferencial de preço atualmente, e que compensa a redução de produtividade’’. Mas o custo de produção aumenta muito e o grão precisa de competitividade para ganhar mercado.
A adubação orgânica ainda é muito cara e só é viabilizada se o produtor produzir o esterco na sua propriedade. ‘‘Hoje o custo para adubar um hectare com adubo orgânico seria aproximdamente R$600,00, enquanto o custo total de implantação de uma lavoura convencional está entre R$1000,00 e R$1200,00 por ha’’.(C.C.)

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