Por muitos anos a fruticultura serviu como mais uma opção de diversificação de plantio. Mas, a atividade tem se destacado como uma das principais fontes de renda de pequenos e médios municípios paranaenses. Com uma área plantada de 71 mil hectares, o cultivo de frutas no Estado tem gerado aos pequenos produtores um retorno financeiro superior ao das culturas tradicionais, como o milho e a soja. A produção do setor soma em média por ano um Valor Bruto de Produção (VBP) de R$ 900 milhões ao Paraná.
Em Novo Itacolomi, cidade da região Norte do Estado, produtores têm colhido bons frutos investindo no setor. Com 2,9 mil habitantes, o município deixou a produção de algodão e café há quase duas décadas para dedicar-se quase que exclusivamente ao cultivo da banana que, atualmente, ocupa 350 hectares da área plantada. Por causa da cultura, a economia local vem crescendo a passos largos, principalmente no que diz respeito à geração de empregos. Ao todo, a bananicultura chega a representar 30% dos postos de trabalho do município.
João Rodrigues Filho, presidente da cooperativa dos produtores de banana de Novo Itacolomi, explica que com o declínio do mercado de algodão e café, a banana foi a cultura que melhor se adaptou às condições de clima e solo da região. Embora a cultura esteja atualmente em quarto lugar no ranking da renda do município, perdendo para os mercados de aves, grãos e pecuária, para 2012, o presidente da cooperativa espera que a cultura chegue a ocupar o segundo lugar em movimentação financeira. Isso, afirma ele, devidos aos altos investimentos que os produtores vêm realizando para intensificar a produção. Rodrigues Filho observa que a produção de banana além de incentivar a economia evitou o êxodo rural. O motivo, explica ele, é porque a cultura vem proporcionado aos produtores um bom retorno financeiro, dando oportunidades aos filhos dos produtores de ter uma profissão que garanta uma renda compatível ao da população urbana.
De acordo com dados da cooperativa, um hectare de banana pode chegar a produzir 25 mil quilos. Em receita bruta, o produtor chega a receber R$ 10 mil por hectare. Rodrigues Filho afirma que o mercado está em crescimento e que compradores para este tipo de produto não faltam. Ele completa que cerca de 90% da produção local tem venda garantida nos ceasas e mercados das regiões de Londrina e Maringá. ''Com esses números, muitos jovens produtores resolveram deixar a cidade para prosperarem na zona rural'', assinala.
Leandro Vicente Correa é um exemplo disso. Há sete anos na atividade, o pequeno produtor já conseguiu construir a sua casa própria com o dinheiro da banana. Segundo ele, além de ser altamente rentável, a fruta requer poucos tratos culturais e sempre garante excelentes resultados. Em três hectares de área plantada, o bananicultor chega a colher até 150 caixas por semana, comercializadas nos mercados de Arapongas e Apucarana.
Vendo a boa relação custo-benefício da cultura da banana no município, Sebastião Salvarani, também produtor da fruta, resolveu investir na atividade e sublinha que não se arrepende. Ele explica que o setor além de possuir bons preços, tem produção o ano todo. Isso, garante ele, evita a sazonalidade de renda, fenômeno muito comum em outras atividades. ''A bananicultura não é uma atividade difícil, mas exige dedicação, principalmente no que diz respeito aos cuidados com podas, tratos culturais, entre outros cuidados'', observa.

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