Lavoura deve ser vista como empreendimento
Seguindo a mesma linha de pensamento do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab), o assessor da presidência da Federação da Agricultura do Estado Paraná (Faep), Carlos Augusto Albuquerque, relata que, de forma geral, o produtor paranaense vai conseguir driblar a situação de crise atual.
Entretanto, ele acredita que os agricultores precisam melhorar um pouco mais a sua percepção de gestão da propriedade. "O Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) tem diversos cursos ofertados para que o produtor possa tocar seu negócio como um verdadeiro empreendimento e não simplesmente como lavoura qualquer."
De modo geral, ele credita que o produtor paranaense evoluiu significativamente, absorveu e soube incorporar tecnologias, o que fez com que a "produção de grãos dobrasse em 15 anos". "A única questão é que não é possível ter o domínio de toda a cadeia. A economia precisa nos favorecer para a compra de insumos, além, claro, de uma força do governo no que se trata de uma melhor logística e infraestrutura para o escoamento da produção. Como não temos domínio neste sentido, a gestão da propriedade se torna ainda mais importante", declara Albuquerque.
Para o coordenador do Deral, Francisco Carlos Simioni, o Paraná tem uma boa estrutura de apoio aos produtores graças às diversas entidades públicas e privadas ligadas ao agronegócio. "Temos um relacionamento muito bom com todo esse conjunto de produtores e instituições, que estão diretamente ligados. Como sempre estamos buscando novas formas de atuação, o agricultor paranaense acaba se destacando no cenário brasileiro", salienta. (V.L.)





