Laticínio e produção de queijos agregam valor
Há pouco mais de cinco anos havia apenas três vacas na propriedade da família Valério, em Umuarama. Hoje são 17. Antes, os animais produziam em média 6 litros de leite por dia. Agora rendem até 22 litros diariamente. O que era produzido servia para o consumo interno e vendia-se apenas o que sobrava. Mas a partir do bom desempenho dos animais, a alternativa foi montar um laticínio para agregar valor ao produto.
Clóvis Valério mais os dois filhos, Avelino e Luiz Carlos, tocam a propriedade sozinhos e fazem desde a ordenha dos animais até a produção dos queijos. Avelino lembra que a família entrou para o Programa de Inseminação Artificial (PIA) porque achou interessante que os animais pudessem ser modificados e melhorados apenas com o sêmem, sem a presença de touro. Além disso, viu que a alternativa era bastante vantajosa já que ter um touro custa caro e melhorar o rebanho apenas com a inseminação fica bem mais barato e apresenta resultados positivos.
O produtor conta que a família decidiu montar o laticínio porque a produção estava aumentando consideravelmente e a medida agregaria mais valor ao produto. É muito mais vantajoso e lucrativo produzir o queijo, pois o valor do litro embutido pode até dobrar, destaca ele. Sem industrializar, o litro do leite custa em média R$ 0,60, na região.
Na propriedade são feitas por dia cerca de 40 peças de queijo do tipo colonial, com 400 gramas a unidade. Cada uma é vendida por R$ 3,50, em média. A produção é revendida para mercados e mercearias do município. A alternativa tem dado resultados tão positivos que, às vezes, a família precisa comprar leite de outros produtores para dar conta dos pedidos. Por enquanto, a produção fica apenas no município porque a atividade está autorizada apenas pelo Serviço de Inspeção Municipal. No entanto, os produtores pretendem conseguir autorização de outros órgãos competentes para revender para outras regiões.
Avelino enfatiza que participar do PIA trouxe uma série de benefícios, entre eles o auxílio técnico de especialistas. Antes, quando precisávamos de um veterinário era muito difícil encontrar um profissional que visitasse a propriedade. Agora ficou mais fácil, diz. Além disso, por conta dos cursos que precisa fazer, Avelino comenta que melhorou seus conhecimentos gerais, sua capacitação e sua integração com outros produtores. Responsável por produzir o queijo, Luiz Carlos observa que a tarefa exige muitos cuidados mas tem suas recompensas. Por enquanto, a ordenha na propriedade é feita manualmente, mas já está em fase de construção a área onde será realizada a ordenha mecânica. (E.Z.)





