Mario Sato vive do campo há 50 anos, e conta que a crise econômica o obrigou a mudar de atividade. ''Plantar grãos tornou-se inviável em pequenas propriedades'', atesta. Os investimentos na diversificação, recorda, começaram em 1997, com o plantio do primeiro pomar, que rendeu a primeira colheita em 2000. ''Todos os investimentos na citricultura foram feitos com capital próprio'', completa.
Hoje, a laranja quita as contas do sítio e garante a sobrevivência da família do citricultor e também de um empregado fixo. Com o lucro da venda da fruta, Sato paga os custos e ainda investe nos pomares, numa pequena lavoura de café e também na viticultura. ''Hoje consigo vender a caixa de laranjas por até R$ 10,00, enquanto os custos giram em torno de R$ 5,00/caixa'', diz. Adubo e fungicida, ressalta, são os itens mais caros, representando 60% dos custos de produção. A atividade tem dado tão certo que o agricultor pretende aumentar o pomar em 2,4 hectares no próximo ano. (M.G.)

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