Antes de encarar o abacaxi, Centenário do Sul tentou iniciar a diversificação com a avicultura de corte e a citricultura, que tiveram pouca aceitação dos produtores. ‘‘O produtor tem medo de tentar uma nova cultura, diferente, pois não sabe o que vai encontrar na frente. A agricultura é um investimento de risco e, como tal, os agricultores querem uma certa segurança’’, comenta a secretária municipal Fátima Teresa Prado de Medeiros.
O município já perdeu muito da cultura do algodão e hoje tenta se manter praticamente com o café e o gado leiteiro. Por isso, a prefeitura quer incentivar a diversificação, criando alternativas para o período da entressafra. ‘‘O homem do campo não pode ficar somente com a cultura tradicional. Além de ter problemas, como ocorreu com as geadas deste ano, ele passa a depender somente daquele período de safra e nada mais. Com outras culturas, tem outras fontes de renda durante o ano’’, salienta a agrônoma.
A maior dificuldade, segundo ela, está em convencer os agricultores a investir, mesmo que pouco numa cultura nova na localidade. Foi o que ocorreu com o abacaxi. Durante toda a discussão do projeto, foi convocada a maioria dos agricultores do município para conhecer e participar do programa. Porém, somente 17 acreditaram na alternativa. ‘‘Agora que está apresentando resultados, há produtores interessados em ingressar neste programa. Mas querem integrar no grupo já formado, não querem dar os primeiros passos e passar pelo que os outros já passaram’’, ressalta Fátima Teresa. (A.S.)

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