Laboratório mistura fibras vegetais com vidro, concreto...
A Embrapa Instrumentação Agropecuária é referência no Brasil na pesquisa sobre nanotecnologia, projeto que envolve outras 16 unidades da empresa. Sisal, rami, juta, malva, piaçava, fibras de coco e de açaí estão sendo estudadas nos laboratórios da unidade em São Carlos com o auxílio de equipamentos de última geração, para a produção de plásticos reforçados com fibras.
Quando adicionadas a confecção de materiais convencionais, chamados compósitos, como os plásticos, os vidros ou misturadas em concretos, as fibras atuam como agente de reforço elevando a resistência e durabilidade. Elas variam de comprimento e características, podendo ter dimensões nanométricas, ou mesmo chegar a centímetros, o que define diferentes aplicações.
A importância da nanotecnologia para o agronegócio (que compreende toda a cadeia produtiva) determinou a criação de um laboratório específico para investigações científicas e tecnológicas.
O Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNA) para o Agronegócio, em construção, tem uma área de 700 metros quadrados. O projeto recebeu R$ 4 milhões da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) para a aquisição dos primeiros equipamentos, e R$ 1,5 milhão em contrapartida da Embrapa para a instalação do prédio.
De acordo com a assessoria da Embrapa Instrumentação, o LNNA poderá desenvolver cápsulas na escala nanométrica para aplicação de fármacos e insumos; produzir uma nova geração de sensores e biossensores para certificação e rastreabilidade de alimentos; fabricar nanopartículas orgânicas e inorgânicas para liberação controlada de nutrientes e pesticidas em solos e plantas, e de fármacos para uso veterinário; desenvolvimento e caracterização de compósitos altamente organizados, além de muitas outras pesquisas de interesse do agronegócio. (R.C.)





