Mariana Guerin
Reportagem Local
Está confirmada a ocorrência do La Niña no Brasil. Segundo o meteorologista Itamar Moreira, do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), o fenômeno é caracterizado pelo esfriamento anormal das águas do Oceano Pacífico Tropical e trará tempo seco para todo o Sul neste primeiro semestre. ‘‘A tendência é de oscilação e má distribuição espacial e temporal das chuvas’’, prevê.
  No Paraná, as precipitações ocorridas durante a semana foram irregulares. As áreas com menor precipitação sofreram secamento da camada do solo explorada pelas culturas anuais e estão com deficiência hídrica de moderada a severa. As lavouras mais críticas localizam-se nas regiões Oeste e Sudoeste e próximo à União da Vitória, onde a água disponível no solo encontra-se abaixo de 25% da capacidade máxima.
  ‘‘Como as chuvas têm sido extremamente localizadas, certamente existem pontos de escape dentro das áreas críticas’’, ressalta o pesquisador Paulo Caramori, do setor de agrometeorologia do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar). Segundo ele, a umidade do solo é favorável na região Norte, a Leste de Londrina, na região Central, a Leste de Guarapuava, e em Curitiba e no Litoral.
  No entanto, para Caramori, as condições atuais ainda são desfavoráveis para semeadura em grande parte do Estado. ‘‘Recomendamos aos agricultores realizar esta operação somente após a água disponível no solo ultrapassar 75% da capacidade máxima’’, diz.

SERVIÇO
Para obter informações diárias sobre temperatura e precipitação acesse o site do Iapar: www.iapar.br. Neste endereço também é possível encontrar as previsões semanais e mensais de todo o Paraná, além das recomendações do Zoneamento Agrícola do Estado.

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