Kit auxilia aplicação de testes na Europa
O professor doutor Martin Wood, da Universidade de Reading, da Inglaterra, também apresentou, no worshop, a técnica utilizada por alguns países para analisar a saúde do solo. Um dos indicadores considerado importante é o que mede a respiração do solo, através do qual avaliam-se as atividades de microorganismos e o CO2 produzido.
Wood explica que as atividades de microorganismos estão muito associadas à disponibilidade de nutrientes no solo. Havendo muita atividade de microorganismos teremos nutrientes para as plantas e para os inimigos naturais, que irão controlar as doenças das plantas, diz o professor.
Os testes usados em países da Europa e Estados Unidos são aplicados com o auxílio de um kit, composto por um recipiente fechado e um gel. No recipiente é colocado um pedaço do solo, onde fica por algumas horas. De acordo com a condição em que a terra se encontra, o gel do recipiente tem a cor alterada, indicando o grau de respiração. Um segundo teste aplicado, detecta as classes dos bons organismos existentes no solo. Há algumas bactérias que captam o nitrogênio do ar e sintetizam um fertilizante nitrogenado, dispensando o uso de adubo nitrogenado, comenta.
Martin Wood expôs aos participantes do workshop um estudo que realizou em Butão, país asiático vizinho da Índia, que possui 70% de florestas naturais e onde detectou que a respiração do solo na floresta é cinco vezes maior que a detectada num solo cultivado.
O objetivo da agricultura moderna é se aproximar o máximo possível de um solo como o de uma floresta intocada, onde seja possível produzir sempre e sem poluir o meio ambiente, sustenta Wood. (B.B.)





