Justiça liberou o plantio e venda de soja transgênica no Brasil. A decisão foi tomada pela juíza Selene Maria de Almeida, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1 Região, em Brasília (DF), ao julgar ação movida pelo grupo Monsanto.
A juíza suspendeu decisão da Justiça da primeira instância que impedia o
estudo, o plantio e a comercialização de soja geneticamente modificada. Segundo a assessoria do TRF, Selene argumentou que pesquisas científicas de órgãos internacionais atestam a sanidade da soja transgênica roundup ready (RR), desenvolvida pela Monsanto, para o consumo humano e animal e para o meio ambiente.
Selene de Almeida levou também em consideração o argumento - da Monsanto e Monsoy - de que a demora de um julgamento do TRF sobre o assunto poderia trazer prejuízos ao setor do agronegócio. As duas empresas também se queixaram de que os centros de pesquisa têm sido invadidos por representantes das ONGs Greenpeace, Aspta e MST.
Apesar da medida emergencial concedida pela juíza Selene, a questão ainda terá de ser julgada pela Quinta Turma do TRF. Em fevereiro de 2002 eles começaram a julgar um recurso da União e da Monsanto contra a decisão do juiz Antônio Prudente, da 6 Vara Federal. Na época, o juiz Antônio Ezequiel, um dos membros da Quinta Turma, formulou pedido de vista mas até hoje não divulgou seu voto.

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