Cláudia Barberato
De Londrina
Profissionais da Comunicação que estão participando do 1º Curso de Especialização em Agronegócio, da Universidade Federal do Paraná, estiveram no último sábado, 29, no Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), em Londrina. Eles vieram tomar conhecimento das tecnologias desenvolvidas pela pesquisa e conheceram o banco de materiais genéticos da área de café da instituição.
O agrônomo Mauro Eduardo Del Grossi, da área de Sócioeconomia, apresentou parte de seu trabalho que trata da tecnologia e seus impactos na sociedade, demonstrando a nova tendência do mundo rural em atrair, cada vez mais, atividades consideradas não agrícolas como melhor opção de renda para as pessoas que residem no campo.
Grossi acredita que a tendência é continuar com a pesquisa agrícola, mas também prestar serviços e assessoramento na área de turismo rural, por exemplo, e outras atividades consideradas não agrícolas.
SustentabilidadeO agrônomo Garibaldi Medeiros, da área de Solos do Iapar, falou aos jornalistas sobre Agricultura e Meio Ambiente: Solos e Água. Segundo Garibaldi, a produção de quilos por hectare é uma consequência de todo o processo do sistema produtivo e deve ser bem analisada pelos agricultores.
Potencial do caféCada hectare plantado de café gera um emprego. A afirmação do agrônomo Tumoru Sera, da área de melhoramento genético do Iapar, foi feita durante aula aos jornalistas do curso de especialização da Universidade Federal do Paraná. Sera levou os jornalistas para conhecerem o banco de materiais genéticos de café do Iapar.
Ele defendeu a cultura do café adensado como alternativa de alta renda nas propriedades de pequenas a grandes áreas, e afirmou que o País precisa melhorar o marketing da cultura, que se apresenta no novo modelo alta com alta produtividade a custos baixos.
Tumoro Sera falou também da perspectiva de que o próprio produtor possa dirigir a política cafeeira e revelou que o aumento de produtividade para tornar-se mais competitivo depende, em 90%, do que é feito na propriedade.
Papel públicoPesquisa e agribusiness: aspectos de conjuntura foi o tema abordado pelo presidente do Iapar, Florindo Dalberto. Ele falou das instituições de pesquisa oficiais no País e da demanda por tecnologias em função da pressão por competitividade, determinada pela estabilidade da economia e abertura de novos mercados.
Dalberto lamentou o fechamento de duas instituições de pesquisa no ano passado e da falta de informação/mobilização da sociedade para que isso não aconteça. ‘‘São as instituições de pesquisa que trabalham por tecnologias para redução de riscos econômicos, ambientais e financeiros na agricultura’’. Segundo ele, o Estado precisa estar atento para assegurar a autonomia tecnológica. ‘‘Mesmo onde o setor privado está investindo o papel do setor público é fundamental.’’
Os pesquisadores Luiz Filipe Pereira e Luiz Gonzaga Vieira, da área de Ecofisiologia, abordaram o tema Biotecnologias e Manipulações Genéticas. Eles falaram das pesquisas que o Iapar já desenvolve na área da biotecnologia na agricultura, especialmente no caso do café, com a aquisição de materiais livres de doenças que já são distribuídos para agricultores e viveiristas.
A Segurança Alimentar: Agricultura Oorgânica foi o último dos temas abordados durante a aula em Londrina. O agrônomo do Iapar, Carlos Armênio Kathounian, da área de Fitotecnia falou sobre o crescimento da agricultura orgânica no País, em função da demanda crescente pelos produtos. No Paraná, segundo ele, a área de plantio soma 15 mil hectares, cultivados por cerca de 1.200 produtores.Alunos do 1º Curso de Especialização em Agronegócios conheceram parte das tecnologias desenvolvidas no Iapar
César AugustoJornalistas foram ao campo conhecer o banco de materiais genéticos do café, usado nas pesquisas desenvolvidas com a cultura no Iapar

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