Itambé procura parceiros
A Cooperativa Itambé, terceira maior empresa de laticínios do Brasil, com 25% do mercado nacional de leite em pó, está procurando outro fornecedor de produtos lácteos como parceiro, para enfrentar novos concorrentes que estão entrando no mercado nacional.
Cerca de 20 parceiros potenciais estão sendo contatados. Com a parceria, a maior cooperativa mineira quer também reequilibrar o poder de barganha com os grandes compradores, representados pelas redes de supermercados, que estão ganhando cada vez mais força em consequência de fusões e incorporações.
Segundo o vice-presidente da Itambé, Jacques Gontijo, a empresa quer ser majoritária na ‘‘joint-venture’’ que venha a ser constituída, independente do parceiro com o qual venha a negociar. A informação foi dada durante o 4º Simpósio Internacional sobre Produção Intensiva de Leite (Interleite), em Caxambu (MG).
Um dos obstáculos para a associação, segundo ele, é encontrar um parceiro com alguma semelhança em termos operacionais: a Itambé industrializa em suas próprias unidades quase todo o leite que recebe dos cooperados.
O interesse da cooperativa mineira em manter a característica industrial pode ser constatado pelos US$150 milhões que a empresa investiu nos últimos quatro anos para montar duas unidades processadoras do leite que coleta, além de US$50 milhões na coleta de leite a granel.
Gontijo disse que a Itambé manteve estabilizados os preços pagos aos produtores de leite, apesar da queda ocorrida a partir de 1996 nos produtos industrializados que comercializa. Essas perdas, segundo ele, foram parcialmente compensadas por ganhos de produtividade e redução de custos na coleta do leite. ‘‘Além disso, as margens de lucro da empresa foram reduzidas de 5% a 6% para 2% a 3% do faturamento. Mas continuamos operando com lucro’’, disse Gontijo.(C.B.)

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