Isolada bactéria antinematóide
J.T. YorinoriExemploGalhas de nematóide em raízes de soja
A pesquisadora fez o trabalho nos Estados Unidos, onde isolou genes de uma bactéria (Pasteuria penetrans) fundamental para controlar o nematóide-das-galhas (do gênero meloydogine, o mais importante do Brasil), que afeta as lavouras de café, soja, fruteiras, batatas e hortaliças.
O nematóide causa perdas de cerca de 40% nessas lavouras, mas em muitos casos, como ocorreu com o café no Paraná, chega a 100%, segundo a Embrapa. O controle do nematóide é muito difícil, diz a empresa de pesquisa. No caso das hortaliças, os produtos químicos que poderiam controlá-lo são proibidos.
Regina Carneiro, que atua na Embrapa-Clima Temperado, sediada em Pelotas, RS, descobriu a importância das linhagens da bactéria para controlar o nematóide, e também como elas funcionam. Agora, já no Brasil, a pesquisadora inicia o processo de multiplicação da bactéria, para a colocar à disposição dos pequenos produtores. A previsão é de que os agricultores possam ter acesso a ela dentro de um ano. As linhagens dessa bactéria - assegura a Embrapa - não apresentam riscos para o meio ambiente, animais, plantas e para o homem.
Embrapa diz
que controle
do nematóide
é difícil
VermesOs nematóide são conhecidos pelos agricultores como vermes das terra. A bactéria Pasteuria penetrans é inimiga natural dos nematóides e, incorporada ao solo, liquida os parasitas aos poucos.
Os nematóides-de-galhas estão entre os principais fatores responsáveis pela redução de rendimento em soja, porém sua importância não é devidamente valorizada, dizem pesquisadores da Embrapa-Soja, sediada em Londrina, PR, na publicação Recomendações Técnicas para a Cultura da Soja na Região Central do Brasil-1996/97.
Em outra publicação (Manual de Identificação de Pragas e Doenças da Soja), os pesquisadores Décio Luiz Gazzoni e José Tadashi Yorinori informam que as espécies (de nematóide-das-galhas) constatadas até o momento (1995) são Meloidogyne javanica, M. incognita, M. arenaria e M. inormata.
Relatam, ainda, que esses nematóides são disseminados através de movimentos do solo, e explicam que, após a eclosão, as larvas do nematóide penetram nas raízes, onde assumem hábito sedentário. Como parte da alimentação - acrescentam os pesquisadores - injetam substâncias químicas nos tecidos circunvizinhos, induzindo a formação de células gigantes, que nutrem as fêmeas dos nematóides. A proliferação celular conduz à formação de galhas de variados tamanhos. Sob ataque severo, as galhas juntam-se e assumem uma aparência disforme, inibindo a formação de raízes secundárias.





