ISO 9002 para Lagoa da Serra
A central Lagoa da Serra, vice-líder no setor de inseminação artificial, recebeu durante a Expomilk, feira de raças leiteiras realizada no mês de outubro em São Paulo, o certificado ISO 9002. Segundo a veterinária da Lagoa da Serra, Lúcia Helena Rodrigues, trata-se da primeira central da América Latina e a quarta no mundo certificada com essa categoria de ISO, modelo que visa garantir a qualidade da produção, instalação e serviços associados à atividade da empresa.
A central foi avaliada durante seis meses pela auditoria da DQS do Brasil, certificadora alemã, em todo campo de serviços e produtos, abrangendo principalmente a produção, congelamento e distribuição de sêmen, assistência técnica, equipe e material de vendas. De acordo com a diretora de marketing da DQS, Dezée Mineiro, o objetivo da ISO é certificar-se da qualidade dos serviços da empresa e das garantias que ela divulga.
De acordo com o gerente de marketing da Lagoa da Serra, Fábio Dias, para conseguir a certificação foram necessários cerca de dois anos de trabalho, com mais de duas mil horas de treinamento dos funcionários, um dos principais investimentos para qualificar os serviços da empresa.
Fora o treinamento interno na empresa, o investimento da Lagoa em consultorias e cursos externos, gastos diretos com treinamento pessoal, chegou a US$ 100 mil.
Novo catálogoAinda, durante a Expomilk, a Lagoa da Serra lançou novo catálogo de touros da raça holandesa. O catálago exibe fotos de todos os reprodutores da central, pedigree, premiações, genealogia e resultado de provas. A central lançou também, em setembro, durante a Expoinel, catálogo da raça nelore, que além de todas as informações sobre o reprodutor, publica os sumários sobre a raça, associações de produtores e entidades de pesquisa como a ABCZ, USP, PAINT, Embrapa, CFM e Jacarezinho.
As medidas adotadas pela Lagoa, de acordo com os diretores da empresa, têm o objetivo de intensificar as vendas da central. No primeiro semestre de 97, a empresa obteve 27% de crescimento em relação ao período anterior. Foram no total 404.270 mil doses comercializadas, sendo 323.773 mil de sêmen nacional, cerca de 32% do montante negociado no mercado e 80.497 mil de sêmen importado.
Considerando todas a centrais do setor de inseminação artificial, apesar do setor ter registrado desaceleração de 1,2% no ano anterior, em 1997 registrou-se crescimento no primeiro semestre de 13%. Acompanhando dados fornecidos pela Associação Brasileira de Inseminação Artificial (ASBIA), o setor comercializou, neste período, 1.901.867 doses, sendo 1.009.820 de sêmen nacional e 892.047 do importado.





