A família Colombo está passando por um momento decisivo. Os irmãos Alessandro Gaspar, 36 anos, Wesley Carlos, 34, e Dallas Bolivar, 28, estão assumindo as propriedades que há decadas são tocadas pelo pai, Gaspar Faria. ''Aos poucos o pai tem nos delegado responsabilidades e já avisou que no próximo ano vai passar tudo para gente. A presença dele, por enquanto, nos traz equilíbrio e segurança, mas estamos nos preparando para honrar sua história de agricultor'', afirma Alessandro.
Nessa busca por capacitação, para não colocar a perder tudo o que o pai construiu nos últimos anos, Alessandro e Dallas fizeram graduação em agronomia e participaram do Programa Coamo de Formação de Jovens Líderes. ''Foi um curso interessante e propício para nossa área'', afirma Alessandro, que diz que ficou orgulhoso quando foi convidado pela diretoria da cooperativa para participar do programa. ''Todos os módulos são excelentes e a cada etapa eu ficava mais envolvido, me transformava como pessoa e como profissional e passava a me relacionar melhor com os outros'', revela.
Ele cita dois módulos que foram decisivos para sua evolução, o que tratava do cooperativismo, reforçando o que isso significa para a sociedade e como altera a vida das pessoas, e o que enfocava a liderança porque mostrou que é importante tomar partido nas decisões e gerir com eficiência o negócio. ''Quando acabei o curso já recomendei para meus irmãos. O Dallas fez em seguida, já o Wesley está enrolando um pouco, mas eu continuo insistindo'', brinca Alessandro. No caso dele, a responsabilidade está caminhando para além das fronteiras da propriedade da família, o rapaz já participa efetivamente do conselho fiscal da Coamo.
Os três irmãos, por sua vez, acreditam que não terão dificuldades para cuidar das lavouras que herdarão do pai no próximo ano. Primeiro porque cresceram no campo e depois porque se preparam profissionalmente há alguns anos para essa etapa da vida.
Nas propriedades da família Colombo, espalhadas por três municípios do oeste paranaense - Farol, Boa Esperança e Mariluz - são produzidos basicamente grãos. Mas confinamento de gado também faz parte da atividade. Este ano, Alessandro, Wesley e Dallas comemoram com o pai o bom resultado do trabalho que estão exercendo. Na safra de verão, a soja teve rendimento médio de 3.500 quilos/hectare.
Wesley reforça que não haverá problemas com a sucessão. ''O pai pode ficar tranquilo que a gente vai dar conta do recado. Vamos continuar administrando bem como ele sempre fez'', garante. O como sempre fez, segundo Alessando, significa serenidade e tranquilidade. ''Nós jovens somos mais nervosos, mais ansiosos. Mas o pai ainda tem um ano para nos ajudar a acreditar que se o trabalho for bem feito no final tudo dá certo''. (E.Z.)

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