Produtores da região de Paranavaí estão investindo no plantio de coco como uma nova alternativa de renda. Alguns devem começar a colher os primeiros frutos no máximo em seis meses, mas a produção maior está sendo esperada para 2003. Em toda região, de acordo com dados da Associação Paranaense de Produtores de Coco (Asparcoco), a área plantada é de 400 hectares. A variedade escolhida pela grande maioria dos agricultores é o coco anão, cuja a planta depois de totalmente desenvolvida, pode dar até 14 cachos por ano, o que corresponde a no mínimo 84 cocos por ano. Se tratada, a planta pode dar até 120 cocos anualmente e se ela for irrigada, a produção anual aumenta para até 220 cocos.
Boa alternativa
''O coco pode ser uma alternativa de renda mensal para o agricultor como o leite, por exemplo'', diz o diretor da Asparcoco, Elmano Engel Ayer. Ele defende o plantio do coco na região, alegando que a cultura é de fácil manejo e pode dar um bom retorno financeiro aos agricultores. Conforme Ayer, o maior investimento com a nova cultura é a compra das mudas e o preparo do solo. Ele diz que a maioria dos produtores da região está adquirindo sementes de Cruz das Almas (BA) ou de Aracaju (SE), onde funcionam centros de pesquisas da Embrapa.
De acordo com o chefe regional da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de Paranavaí, João Álvaro Esquivel Silveira, a cultura do coco está entre as alternativas para o desenvolvimento do Noroeste do Estado, especialmente na região do arenito caiuá. ''É uma cultura permanente que auxilia na conservação do solo'', explica. Segundo ele, apesar do coco ainda não figurar entre os produtos que demandam um levantamento anual do governo estadual, a secretaria apóia o projeto de fruticultura para a região e acredita na expansão da cultura nos próximos anos.
Coco anão
A opção pelo coco anão, conforme a engenheira agrônoma da Seab de Paranavaí, Sônia Vicentini, é devido as inúmeras vantagens que a qualidade oferece, entre elas a possibilidade de colheita precoce e a facilidade na colheita dos frutos. Apesar do otimisto de alguns agricultores, Sônia alerta para os riscos de pragas e doenças que a planta pode vir a sofrer se não houver cuidados rigorosos desde a compra das mudas até o momento da colheita. Ela orienta os produtores para que não comprem mudas de vendedores ambulantes e sim de empresas que tem o respaldo da Embrapa. ''A muda tem que ter uma identidade para que o produtor saiba a sua procedência'', diz. Atualmente, conforme Sônia, o preço de uma muda de qualidade varia de R$ 4,00 a R$ 5,00.
Segundo ela, o coco é uma cultura que exige uma permanente adubação para evitar o ataque de pragas. A orientação é que o agricultor faça até seis adubações ''pesadas'' ao ano. Os cuidados também devem existir no plantio. ''As covas devem receber adubação orgância e química'', alerta a engenheira. A maior produção de coco ocorre no verão e os agricultores que desejam acelerar o desenvolvimento da planta, a indicação é implantar o sistema de irrigação. ''A área irrigada permite maior produtividade e produtos com mais qualidade, além de acelerar o desenvolvimento da planta'', assegura. Segundo ela, em média o planta começa a produzir a partir do quarto ano e a expectativa é de que toda produção seja comercializada na própria região, para bares e restaurantes.

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