Investimentos em tecnologia aumentou produtividade
Clima favorável, demanda externa e preço incentivaram o produtor a investir em tecnologia, o que resultou em grande produtividade. De acordo com o Deral, em 2006, o Paraná produziu 2,7 milhões de litros de leite; em 2007 foram 2,8 milhões de litros e este ano a estimativa é chegar aos 2,9 milhões de litros.
Com preços aquém da sua expectativa e necessidade, o produtor passa a entregar menos leite na indústria. ''Ele começa a oferecer menos alimento aos animais, que tem como consequência imediata a diminuição da produção'', afirma Martins.
O presidente do Conseleite diz que apesar do reverso, o produtor tomou a decisão acertada ao investir na tecnologia. Segundo ele, as perspectivas em vários setores da economia eram otimistas e o produtor acreditou na sua atividade. ''O leite é um produto nobre e o Brasil pode se tornar um grande exportador'', afirma.
O londrinense Salvador Rico, produtor de leite B, se diz inconformado com os valores que recebe por sua produção. ''Da porteira para dentro sei o que acontece. Somos competentes, atendemos as exigências de qualidade, mas não somos remunerados'', critica. ''Não sei quem está ganhando porque no supermercado o consumidor continua pagando o mesmo preço pelo litro de leite'', completa.
O produtor afirma que com os preços atuais tem um prejuízo de R$ 0,10 por litro de leite e, neste patamar, terá que descartar matrizes. Com 96 animais em lactação, Rico tem um aprodução diária de 2.300 litros ao dia. (R.C.)





