O experiência do produtor Yoshiyuki Kasuya, mais conhecido como ''Rafael'', confirma a importância da utilização da tecnologia na produção de hortaliças. Na propriedade de 11 hectares (ha), na Usina Três Bocas (zona Sul de Londrina), dois ha são destinados ao cultivo de tomates. Ele está experimentando uma nova variedade, do tipo longa vida, o alambra.
O tomate é uma das preferências dos horticultores por causa da demanda de mercado. No entanto, o excesso de produção sempre provoca grande oscilação nos preços. ''Se você não tiver um produto de boa qualidade, quebra mesmo'', justifica.
Os gastos com a tecnologia, para Rafael, não devem ser vistos como despesa, e sim, um investimento. Ele explica que os custos mais elevados como o das sementes se diluem quando somados ao melhor índice de germinação e a boa produtividade. ''Mesmo em tempos de preços baixos, a alta produção de tomates garante algum ganho''.
A área com 6 mil pés de tomates é conduzida no sistema de fitilho, onde o tomateiro alcança até dois metros de altura. A adubação, segundo o produtor, permite controlar a distância entre os nós do caule, de onde saem as pencas de tomates e, com isso, a formação de até 16 pencas; quando a média é de 10. Na previsão de colheita ele calcula a retirada de mais de 2,5 mil caixas de 25 quilos.
Além da produtividade, o tomate alambra tem boa resistência a pragas e doenças. A vantagem genética da cultivar, aliada ao monitoramento constante do produtor, fez com que a aplicação de defensivos fosse reduzida para apenas uma vez na semana - nas lavouras convencionais há quem faça até 4 aplicações no mesmo período.
Rafael, que é engenheiro agrônomo, avisa que é preciso estar bem atualizado e saber combinar tecnologias, como por exemplo, as oferecidas pela agricultura orgânica. ''Uso o melhor das duas técnicas''.(C.G.)

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