Investimento em tecnologia é essencial
O que falta para que a padronização de carcaças seja efetivamente implantada no Brasil? Além da mudança de comportamento de alguns pecuaristas no modo de encarar a atividade, para conseguir animais padronizados de acordo com o mercado que se quer atender - quando se pensa em exportação é preciso considerar que cada país tem uma cultura diferente e procura um produto diferente - a saída é o investimento em tecnologia para a melhoria dos índices produtivos.
Tecnologia, garante o zootecnista Juliano Acedo, não significa agregar custos à produção. Toda tecnologia, além de aumento de produtividade, tem que trazer lucratividade. ''As tecnologias têm que ter custo/benefício. O investimento em pastagens, mineralização, genética, sanidade e gestão são os principais pontos que devem ser observados para o aumento da produção e da produtividade da pecuária de corte.'' analisa o zootecnista.
A evolução da produção de carne bovina nos últimos anos foi muito grande, aponta Acedo. Segundo ele o País teve aumento de 28,4% do rebanho e de 88% da produção. A previsão, avisa, é que em 2012 o Brasil terá um aumento de 8,44% do rebanho e de 18% na produção de carne. ''Produzimos muita carne e temos condições de ampliar mais. Neste momento precisamos ter um aumento qualitativo e fazer a carne que o mercado quer. O maior impedimento é a desunião da cadeia produtiva, que não trabalha afinada para atender os desejos do consumidor,'' avalia Juliano Acedo.
O pecuarista, segundo o zootecnista, acha que o trabalho dele termina no momento em que os animais embarcam no caminhão para o frigorífico. ''Na verdade o trabalho dele e de toda a cadeia termina no prato do consumidor. Essa distância é resultado da desunião de todos os elos da cadeia que não trabalha unida na busca de atender as necessidades do consumidor. O que precisa ter é uma mudança de visão e de atitude do pecuarista que deverá trabalhar não mais como criador de gado, mas sim como produtor de carne.''





