Investimento em estrutura reduz perdas pós-colheita
O produtor Marcelo de Siqueira Silva, de Pinhalão (Norte Pioneiro), lida com a produção de morango desde criança, acompanhando o pai. Em 1993, com o apoio do Instituto Emater, cultivou sua primeira lavoura com 12 mil pés em 0,25 hectares. Hoje, produz 55 mil caixas de morango em cerca de dois hectares. Para comercializar, Silva faz parceria com agricultores vizinhos e leva para a Central de Abastecimento (Ceasa) de Londrina uma produção proveniente de oito hectares. Além do centro de distribuição, o produtor também possui clientes fixos no Mato Grosso e em Santa Catarina e destina parte da safra para a indústria de polpa.
Nos últimos três anos, Silva decidiu investir em estruturas para ampliar a durabilidade e qualidade do fruto. Nesse período, construiu uma câmara fria na propriedade, adquiriu um caminhão refrigerado para transportar a produção e uma estrutura para congelar o morango destinado à indústria. Para o manejo da cultura, 13 pessoas trabalham na propriedade e o número de funcionários chega a dobrar em época de pico de safra. ''Com isso, reduzi as perdas pós-colheita. O investimento nunca para e minha intenção para os próximos anos é montar uma agroindústria na propriedade para produção de polpa'', conta.
Em geral, Silva considera que a safra foi positiva, pois o clima seco não trouxe prejuízos. Já em relação ao preço, o produtor revela que a situação só se tornou vantajosa a partir de outubro. No início da semana, Silva vendia a caixa contendo quatro embalagens por R$ 7, na Ceasa. ''A produção teve um pico acima do esperado em julho e setembro e, com isso, o preço caiu. Mas a partir de outubro, o preço subiu 40% e compensou bastante'', relata. (M.F.)





