Investimento a longo prazo
Muitos pecuaristas ainda resistem à adoção do sistema silvipastoril por apresentar resultados a médio e longo prazo. Entretanto, o investimento é baixo se comparado ao lucro da venda da madeira ou de outros produtos obtidos de árvores como frutas, borracha (no caso das seringueiras) e plantas medicinais e condimentares.
O zootecnista Geraldo Moreli calcula um gasto de R$ 100/ha para a compra das mudas e preparação das linhas de plantio e das covas. Outros R$ 50 são gastos anualmente no manejo das árvores.
''Se o objetivo é obter lucro rápido, o pecuarista já poderá colher as primeiras madeiras em cerca de quatro anos'', disse. Mais finas, elas servem de matéria-prima para as indústrias de papel e celulose e podem ser usadas na forma de lenha ou lascas para a fabricação de palanques para a propriedade rural.
Mas as árvores também podem servir como uma ''poupança'' para o produtor. Se manejadas corretamente para a produção de toras para desdobro em serraria, a renda adicional à exploração pecuária pode ser de até R$ 300/ha/ano, enquanto a pecuária tradicional rende R$ 200/ha/ano.
''Para obter mais lucro, o pecuarista deve colher uma linha de árvores por ano, assim sempre terá algumas áreas em colheita e outras em plantio'', propôs Moreli.
O pesquisador Vanderlei Porfírio, da Embrapa Florestas, informa que hoje, a madeira representa 8% das exportações nacionais e 4% do Produto Interno Bruto (PIB), gerando mais de 2 milhões de empregos diretos e indiretos e recolhendo mais de R$ 3 bilhões em impostos por ano.





