Investidor não precisa ser agropecuarista
De acordo com o administrador Norival Rico Filho, o investidor não precisa ser necessariamente agropecuarista para obter receita com a criação de gado. ''Os animais são comprados e vendidos pelo seu proprietário, que pode visitá-lo a qualquer tempo. A vantagem está no fato de o investidor não precisar se preocupar com os manejos nutricional e sanitário, que fica a cargo do boitel'', explica.
Além de eliminar o chamado 'boi sanfona', o confinamento assegura a venda futura do animal na Bolsa de Mercadorias & Futuro, pois garante a engorda sem riscos de perda.
O investimento diário, segundo Norival, é de R$ 4, em média, por animal. O tempo necessário de confinamento até o abate gira em torno de 90 dias, dependendo do objetivo do criador, do peso inicial do animal e de suas características genéticas.
Em caso de morte por doença não oriunda do confinamento, Norival ressalta que o investidor não recebe nada pelo gado. ''Já no caso do animal morrer em consequência de algum acidente no cocho, o pecuarista recebe o preço do dia, no peso que o animal estiver'', aponta.
O veterinário Carlos Eduardo Azevedo Osório, de Maringá, já utilizou os serviços de um boitel do Estado de São Paulo e obteve resultados bastante positivos. ''É uma opção interessante para quem cria animais, mas não tem como terminá-los para o abate'', declara.
Segundo Osório, o boitel permite ao criador retirar o excesso de gado do pasto na época de escassez de pastagem e com isso, girar o capital mais rapidamente no mercado. ''Investir em um sistema de confinamento só é viável se a estrutura for utilizada a longo prazo, pois requer gastos com maquinários e mão-de-obra para cultivo do volumoso'', diz. (M.G.)





