A forma mais prática de aproveitar a mão-de-obra dos presos qualificados pelo Senar seria colocá-los para prestarem serviços para empresas ou fazendas, mesmo antes de terminarem de cumprir a pena. Assim, quando saíssem do presídio não correriam o risco de esquecer o conteúdo que aprenderam nas aulas. O chefe da divisão ocupacional e de qualificação da PEL, Sérgio Roberto Ruiz, diz que os presos da unidade já foram inclusive requisitados pela Embrapa Soja e pelo Iapar, ambos de Londrina, para trabalhar nos experimentos de campo, mas que a proposta se tornou inviável porque a PEL tem poucas vagas para o regime semi-aberto. Segundo ele, o Iapar havia solicitado 50 detentos e a Embrapa, 40. ''Porém, como só temos capacidade para 25 presos por vez no semi-aberto, não pudemos atender ao pedido, o que seria bom para ambas as partes'', lamenta.
Sérgio Ruiz explica que há muitos presos habilitados para o semi-aberto, mas a ala separada para eles só comporta 25 pessoas. Atualmente, 18 estão trabalhando em indústrias da cidade, por meio de um convênio com Fundo Penitenciário e os restantes trabalham na manutenção do próprio presídio. ''Temos mais gente para trabalhar fora, mas como nos falta um espaço separado para eles virem dormir à noite na PEL, acabamos mandando a maioria para a Colônia Penal Agrícola de Piraquara'', informa Ruiz. Ele esclarece que os detentos que passam a trabalhar fora não podem mais ter contato com o regime fechado, daí a necessidade de construção de uma ala específica para o semi-aberto. (J.K.)

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