A crise econômica no Brasil tem atingido de maneira especial o setor agrícola. Os planos econômicos do governo, desde o Cruzado até o Real, tenderam a descapitalizar o setor. Hoje, a realidade de boa parte das 1,4 mil cooperativas brasileiras é de ‘‘quebradeira geral’’. Tanto que o governo federal acabou criando o Programa de Revitalização de Cooperativas de Produção Agropecuária (Recoop), o chamado ‘‘Proer das cooperativas’’.
Nesta situação, algumas cooperativas têm buscado alternativas de revitalização. Um exemplo vem das cooperativas Corol, de Rolândia (PR); Carol, de Orlândia (SP); Coopasul, de Naviraí (MS); Valcoop, de Londrina (PR); Coopramil, de Cambará (PR) e Coopermota, de Cândido Mota (SP). Essas seis cooperativas se uniram e criaram uma empresa, a Eximcoop S.A. ‘‘Com essa união podemos nos fortalecer, reduzir custos e conquistar maior eficiência. Ter economia de escala’’, explica Eliseu de Paula, presidente da Corol.
Agregar valoresA Eximcoop é um trading que atua na área de importação e exportação de grãos. Criada há sete anos e operando há cinco, a empresa tem escritórios e armazéns em Paulo Afonso (BA), Balsas (MA) e Nova Mutum (MT), além de um terminal no Porto de Paranaguá (PR). A maior parte dos negócios da Eximcoop é feita com empresas da Europa, onde tem cerca de 45 clientes. No último ano, a empresa operou com quase 10% da safra brasileira de soja. Foram 3 milhões de toneladas para exportação.
‘‘A globalização exige a inserção do cooperativismo no mundo moderno’’, diz Eliseu de Paula. E os caminhos, para ele, são as parcerias e a diversificação de atividades. Tudo isso sem esquecer a própria filosofia da cooperativa, que é o atendimento ao produtor rural.

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