A Cooperativa Integrada, com matriz em Londrina, está completando oito anos e deve fechar 2003 com faturamento de R$ 700 milhões. Em 2004 a Integrada pretende continuar investindo em estruturas de recebimento e industrialização para agregar mais valor aos produtos de seus cooperados.
A cooperativa, que possui 52 unidades nas regiões norte, noroeste e oeste do Paraná, recebeu mais de 1 milhão de toneladas de grãos. Maior parte deste volume é exportada. ''Hoje nossas indústrias representam 15% do nosso faturamento. Queremos que este percentual cresça nos próximos anos'', afirma o presidente da Integrada, Carlos Murate.
Hoje a Integrada atua na fabricação de fios de algodão, derivados de milho e rações. Com exceção da fábrica de rações, as outras indústrias atuam no segmento de atacado e, segundo Murate, a intenção é continuar nesse caminho. ''Para entrarmos no mercado de varejo é preciso uma linha grande de produtos, não adianta entrar só com um tipo de produto'', explica.
Receita - Enquanto o incremento da receita pela industrialização é um projeto, a comercialização de grãos é uma forte realidade e foi responsável pelo crescimento de 40% no faturamento em relação ao ano passado, fazendo da Integrada a 5 maior cooperativa do Estado. O carro-chefe é a soja, com mais de 450 mil toneladas recebidas na última safra, mas o trigo também desponta como uma boa alternativa.
Devido aos embaraços com a comercialização interna, a Integrada também fez parte do pool de cooperativas que optou pela exportação do trigo, criando mais opções de mercado. ''Nesta safra de inverno fomos a segunda cooperativa que mais recebeu trigo no Estado, com um volume superior a 280 mil toneladas'', comemora Murate.
Na área de difusão de tecnologia, a Integrada também apresenta bons resultados. Com mais de 4.000 cooperados, a maioria pequenos e médios produtores, a Integrada investe na diversificação e estimula a rotação de culturas. ''São justamente os pequenos produtores que mais precisam da nossa retaguarda para buscar tecnologias e competir no mercado'', conta o presidente da Integrada. ''Queremos investir nos condomínios de frutas e verduras, que dilui os custos de produção, e em outras formas para diversificar a renda dos associados'', completa.
A Integrada também pretende continuar seus investimentos em estruturas, para maior agilidade no recebimento de grãos. Neste ano, foram capitalizados mais de R$ 10 milhões na construção de seis unidades de recebimento.

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