Em apenas seis anos de atuação, a Cooperativa Agropecuária de Produção Integrada do Paraná, com sede em Londrina, vem se consolidando como uma das maiores do Estado. Com três mil cooperados, e atuando em 25 municípios, ela espera faturar R$ 380 milhões este ano (R$ 311 milhões em 2001).
A formação da cooperativa resultou da determinação de ex-cooperados e funcionários da Cooperativa Agrícola de Cotia -Cooperativa Central, fundada no interior de São Paulo em 1927. Declarada falida em 1994, a Cotia chegou a congregar oito mil cooperados no Norte do Paraná.
Inconformado com a falência da cooperativa, um grupo de 28 ex-cooperados e funcionários fundou a Integrada em dezembro de 1995. Para elaborar o Estatuto Social e orientar sobre as questões jurídicas da cooperativa, o grupo contou com assessoramento da Ocepar. O primeiro passo foi viabilizar o aluguel de muitos dos imóveis da antiga Cotia - ainda em processo de liquidação na justiça.
O presidete da Integrada, Carlos Yoshio Murate, lembra que no início produtores mais capitalizados chegaram a injetar recursos antecipadamente. Ao mesmo tempo, muitos fornecedores e intituições financeiras confiaram nas pessoas que compunham a diretoria da nova cooperativa. ''No começo, foi muito difícil. O nome Cotia não tinha mais crédito no mercado e sempre tínhamos que explicar que a nossa cooperativa tinha uma proposta nova. Só que muitos produtores ainda estavam ressentidos, pois a dívida da Cotia com eles chegava a US$ 10 milhões'', contou Murate.
Hoje, um dos pontos fortes da Integrada é a comercialização de grãos, que movimentou no ano passado 713 mil toneladas. Entre as atividades industriais, destaca-se na produção de fios de algodão. Em Assaí, funciona a fábrica que produz mensalmente 475 toneladas de fios, vendidos, na sua maior parte, para Santa Catarina. No ano passado, a Integrada arrendou uma indústria de milho em Andirá que processa 12 mil toneladas/mês de diversos subderivados de milho, como farinha, canjica, cereais matinais e grits, produto utilizado pela indústria cervejeira.
Sobre projetos futuros, Murate diz que não há interesse em atuar fora do Paraná. ''Precisamos consolidar a cooperativa aqui e isso significa, entre outros fatores, viabilizar unidades próprias em todos municípios de atuação, sendo que atualmente já temos nove'', afirmou. Entre as atividades que pretendem ampliar futuramente, citou investimentos na área de fruticultura, e produção de animais, como aves e suínos. ''Vemos com satisfação a nossa conquista e acreditamos ainda mais no potencial do cooperativismo'', afirmou.

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