Faturamento previsto de R$ 1 bilhão em 2004. Trinta e quatro unidades de recebimento de produção nas regiões Norte, Noroeste e Oeste do Estado. Expectativa de recebimento de mais de 1 milhão de toneladas de grãos de seus mais de 4.400 cooperados. Números que impõem respeito. Desde sua fundação, em 1995, a Cooperativa Integrada adotou uma política de fortalecimento das bases e prioriza os investimentos em novas estruturas. Só no ano passado foram construídas sete novas unidades de recebimento, que elevaram sua capacidade estática para mais de 570 mil toneladas.
A conquista mais recente veio no final de maio. A Integrada inaugurou uma unidade industrial de extração de óleo de milho, arrendada em Cambará. A capacidade de extração diária da fábrica é de cerca de 200 toneladas, sendo 90% da produção destinada ao farelo e 10% para o óleo bruto. Perto dali, em Andirá, a cooperativa possui uma unidade responsável pela fase de beneficiamento do produto, separando a pele do grão. ''Uma fábrica vai completar a outra. Em Andirá temos a cabeça e o tronco, onde o germe é processado. Em Cambará, teremos os membros, com a extração do farelo e do óleo'', compara Carlos Murate, presidente da Integrada.
A indústria tem uma área construída de 5 mil metros quadrados. Além da fábrica, o local possui ainda um silo com capacidade estática de armazenamento de 18 mil toneladas. Segundo Murate, a Integrada terá vantagens econômicas e estratégicas com o domínio total da cadeia de produção do milho.
Uma vantagem destacada pelo presidente da Integrada é a proximidade da fábrica de Cambará com o mercado paulista, principal consumidor interno dos sub-produtos do milho. ''Com uma localização estratégica, a indústria espera economizar tempo e dinheiro no transporte da mercadoria'', comenta Murate.
Fiação A unidade industrial de fiação, em Assaí, está com quatro novas passadeiras, num investimento total de R$ 1 milhão. Os equipamentos vão melhorar a qualidade dos fios, cujas vendas no primeiro semestre tiveram um acréscimo de 10% em relação ao mesmo período do ano passado. Esse bom resultado da fiação se deve à maior procura por produtos de inverno no comércio que, por consequência, obrigou as malharias a fazerem novos pedidos por fios de algodão.
Pedro Kawano, gerente do setor de fiação da cooperativa, explica que a indústria dá preferência ao algodão paranaense. ''Apesar de parte da matéria-prima ser de algodão do cerrado, preferimos o algodão do Paraná, que tem fibras mais sedosas''. Por esse motivo, a Integrada e a Associação dos Cotonicultores Paranaenes (Acopar) incentivam o cultivo do produto na região.

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