Ração, derivados de milho e suco de laranja. Três produtos agroindustrializados que devem colocar a cooperativa Integrada - que tem sede em Londrina e atuação por todo o Paraná e interior de São Paulo – num novo patamar de faturamento até 2020. Atualmente, dos R$ 2,3 bilhões que a cooperativa faturou no ano passado, menos de 15% é oriundo da agroindustrialização. Daqui a quatro anos, quando a cooperativa pretende atingir a marca de R$ 4 bilhões em faturamento, a fatia deve ser maior: em torno de 20%, ou R$ 800 milhões.

O presidente da Integrada, Jorge Hashimoto, explica esse movimento de forma simples: apostar no setor significa depender menos da instabilidade de valores dos produtos primários em cada safra. "As commodities oscilam muito, de forma rápida e isso é algo que não vai mudar. A agroindústria tem uma estabilidade e acaba se tornando uma alternativa de mercado fundamental para buscar resultados aos cooperados", salienta Hashimoto.

Não por acaso, a cooperativa já investiu R$ 120 milhões no segmento nos últimos dois anos. Na expansão da fábrica de ração, localizada em Londrina, foi um total de R$ 25 milhões. O presidente da Integrada explica que os equipamentos já estão sendo testados para essa nova fase, que aposta num montante de 50 mil toneladas de ração extrusada para pets e peixes. "Em poucos meses, ela estará funcionando em plena capacidade". Em 2015, o faturamento desta unidade fechou em R$ 25,7 milhões.

Outro destaque fica por conta da nova Unidade Industrial de Milho (UIM), inaugurada recentemente em Andirá. Com investimento de R$ 100 milhões, a indústria é uma das mais modernas da América Latina na produção de derivados de milho. Os produtos da UIM são utilizados pelas principais indústrias de alimentos e bebidas para produção de cereais matinais, cervejaria, panificação, biscoitos, massas, rações e até mesmo na mineração e na produção de papel. Esse é um investimento estratégico para a Integrada, já que a cooperativa controla todas as etapas da produção do milho, das lavouras dos cooperados até a indústria e os consumidores. No ano passado, a UIM fechou com movimentação de R$ 110 milhões. A cooperativa também fomenta o processamento de sucos, com indústria localizada em Uraí, com a expectativa de fechamento de 1,7 milhão de caixas processadas.

Por fim, Hashimoto complementa dizendo que mesmo com a instabilidade econômica e os problemas climáticos que têm atrapalhado a safra atual de grãos, a cooperativa deve fechar o ano com crescimento de 10% no faturamento, atingindo a marca de R$ 2,5 bilhões. "Estamos otimistas para o recebimento da produção dos nossos cooperados. Ano após ano, ele tem desenvolvido uma maior produtividade e grande eficiência dentro da porteira", complementa.

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