Integrada foca gestão para atrair associados
Do paternalismo ao profissionalismo e gestão extremamente eficientes. O salto na forma de pensar do sistema cooperativista paranaense foi fundamental para atingir êxito e hoje ser exemplo para diversos estados. Quando a Cooperativa Integrada surgiu, em 1995, o modelo implantado no Estado ainda estava longe do ideal. Por isso, quando assumiu a estrutura da falida Cotia, a diretoria da nova cooperativa já sabia como se posicionar para ganhar a confiança dos produtores. Hoje a Integrada possui 7 mil cooperados e faturamento de R$ 1,5 bilhão.
O presidente Carlos Murate comenta que é difícil alguma empresa ou cooperativa sobreviver se não pensar em gestão e na saúde financeira do negócio. Ele lembra que não foi simples conquistar os produtores, já que muitos tinham experiências traumáticas com outras cooperativas. Para ele, após 18 anos de Integrada, que serão completados em dezembro, é impossível que o pequeno produtor sobreviva de forma eficiente sozinho, sem algum tipo de assistência técnica. "Cerca de 55% do PIB agrícola do Paraná passa pelas cooperativas. Hoje, o governo não consegue prestar assistência aos produtores, por isso a importância do cooperativismo. O sistema já funciona no boca a boca entre os produtores, que conquistam benefícios com a parceria."
Para continuar crescendo e se aproximando dos cooperados, Murate aposta na fórmula agroindústria e diversificação. Boa parte do faturamento ainda vem das 52 unidades de recebimento de grãos distribuídas por 40 municípios do Estado. Do total, apenas 15% é fruto da indústria. Para aumentar este percentual, a empresa aposta em duas novas plantas, num investimento de R$ 75 milhões.
A principal planta fica em Andirá e conta com investimento de R$ 60 milhões. A unidade, que deve estar pronta até o início de 2014, será usada no processamento de milho. "Quando colocamos a matéria-prima desta forma no mercado, estamos agregando valor ao nosso negócio além de utilizar novas tecnologias", conclui Murate. (V.L.)





