Considerado um produto distribuidor de rendas, o algodão ainda produz diversos subprodutos. Nas benecificiadoras 75% pertencentes às cooperativas caroço e pluma são separados. O primeiro é vendido para as indústrias moageira e uma pequena parcela vai para a pecuária. A torta de algodão vale em torno de R$ 320,00/tonelada.
A pluma é vendida para as indústrias de fiação a R$ 60,00 a arroba. Segundo o presidente da Cooperaetiva de Sementes de Algodão do Paraná (Coceal), Almir Monteceli, este preço paga os custos do beneficiamento e, na decomposição do valor, hoje, R$ 18,00 a R$ 19,00 é valor para ser pago ao agricultor.
Nas indústrias de fiação a pluma passa por uma série de processos para ser transformada em fio, no qual há uma perda de 11% a 12%.
Segundo o gerente de venda da unidade de indústria de fios da Cooperativa Integrada, João Bosco de Souza Azevedo, o valor agregado neste processo é em média R$ 4,50 por quilo. A pluma é comprada a R$ 4,00 o quilo e vendida a R$ 8,50 o quilo.
Azevedo afirma que a cooperativa utiliza 40% a 50% do produto cultivado no Paraná e mais da metade tem que ''importar'' de outros Estados devido a falta de matéria-prima no Paraná. A cooperativa produz fio cardado 100% algodão, produto top de linha.

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