São Paulo -Maior rentabilidade e menor dano ao meio ambiente. É o que prometem os mais recentes lançamentos da DuPont. Premio e Altacor são formulados com a molécula Rynaxipyr e chegam ao Brasil depois de vários anos de estudos. Em outros países, os produtos já são comercializados desde 2007.
Segundo Ricardo Vellutini, presidente da DuPont do Brasil, a comercialização dos produtos atingirá 90 países e resulta de um pacote anual de US$ 700 milhões em investimentos anuais da companhia, no mundo, na área de Agricultura e Nutrição.
No Brasil, até o momento, os produtos estão registrados para soja, cana, milho, café, batata, tomate, arroz, maçã, melão, algodão, repolho, pepino e pêssego. O grande diferencial de Premio e Altacor, segundo a DuPont, é ter alta rentabilidade, pois pequenas doses são suficientes para grandes áreas. Segundo o diretor de Marketing, Marcelo Okamura, na cultura de soja, dois a dez gramas do ingrediente ativo por hectare são suficientes para ''obter ótimo padrão no controle de lagartas''.
O Rynaxypyr age sobre os chamados ''insetos-pragas'', com efeito imediato no sistema muscular, provocando parada alimentar em poucos minutos. A alta potência larvicida e a atividade duradoura são outras vantagens dos produtos. Premio e Altacor também são seletivos a insetos benéficos e inimigos naturais, como os polinizadores. Okamura explica que o inseto precisa ingerir o produto e em geral os insetos benéficos se alimentam de outros insetos ou do pólen, como as abelhas. Na degradação também há vantagens, cada cultura tem uma carência, mas não há efeito cumulativo no meio ambiente e a carência é menor. Para os humanos o índice de toxicidade também é muito baixo, apesar da concentração do produto.
Segundo o fabricante, esses são os principais pontos que fazem dos lançamentos um grande diferencial para o meio ambiente. Com a baixa dosagem, grande eficiência e também o fato do produto resistir à lavagem, são necessárias menos aplicações, tornando também positiva a relação custo-benefício.
O registro federal já está pronto, agora falta a liberação nos Estados. A empresa espera que para a safra de verão da soja os produtos já estejam sendo comercializados.

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