Iniciativa privada banca campos de teste
Uma segunda fase em que são estabelecidas parcerias com a iniciativa privada é a da validação e da finalização das tecnologias. Depois que o melhorista desenvolve na Embrapa Soja uma determinada linhagem mais produtiva ou mais resistente para determinada região, ele precisa validá-no no campo. E é aí que entra o papel das fundações. ''Elas fazem os testes numa lavoura maior, de sua propriedade, e nas condições de clima daquela região, para verificar a performance dessa soja naquele local. Caso seja aprovada nos testes, essa linhagem comprovará que realmente tem valor, em termos de cultivo e uso. É o que chamamos de VCU (valor de cultivo e uso), sem o qual ela não pode ser registrada como nova variedade'', explica Norman Neumaier.
Como custeiam essa fase de finalização da variedade, as fundações requerem outra contrapartida. Elas passam a ter exclusividade na comercialização de sementes dessas cultivares específicas. Virando variedade, elas são de propriedade da Embrapa, que recebe royalties por isso (veja matéria nesta edição). Porém, os cotistas das fundações ganham, por meio de concessão temporária, a exclusividade para a multiplicação e comercialização dessas sementes. Essa exclusividade é garantida por cinco a dez anos, dependendo do caso.
Programas - Há ainda as parcerias para o desenvolvimento de programas. Por exemplo: uma empresa química ou uma associação, como a Associação Nacional dos Fabricantes de Defensivos (Andef), se propõe a financiar determinado programa de controle, mas também quer testar a eficiência dos seus produtos. A empresa fornece os produtos e a Embrapa faz os testes, aprovando ou não o uso. A participação da Embrapa no Consórcio Nacional de Combate à Ferrugem Asiática é um desses casos. O programa é coordenado pelo Ministério da Agricultura, mas os parceiros privados é que custeiam as pesquisas e fornecem os produtos. (J.K.)





