O café ecológico do Maciço de Baturité ‘‘cresce embaixo das árvores nativas que sobraram da Mata Atlântica do Estado do Cearᒒ, comenta o ecologista Genário Azevedo. No entanto, informa ele, a ingazeira (Inga sp.), uma árvore exótica na região e bem adaptada, ‘‘fornece uma boa quantidade de matéria orgânica, além de permitir o sombreamento adequado para o caf钒. Os cafeicultores ecológicos cearenses fazem apenas os tratos culturais tradicionais: poda e limpeza. A principal dificuldade, segundo Genário Azevedo, está na colheieta e na secagem de modo a se obter um produto de boa qualidade comercial para exportação.
Como o cafeicultor do Estado ‘‘sempre produziu para o mercado regional, que absorve todo produto e não tem exigências quanto à qualidade’’, ‘‘está sendo difícil mudar determinados hábitos’’. Genário e demais técnicos da Cepema orientam para que a colheita seja feita quando a maioria dos frutos estiverem maduros; na secagem a Fundação, que comprou um medidor de umidade, orienta os cafeicultores sobre a melhor hora de tirar o café da ‘‘faxina’’ - o local onde é feita a secagem. ‘‘Práticas simples, como fazer leiras ou mesmo cobrir o café com lonas plásticas, têm melhorado a qualidade comercial do produto’’, informa o engenheiro de pesca Genário Azevedo.(J.O.)

mockup