Profissionalizar a produção é o maior desafio dos pequenos produtores, principalmente em culturas como a da cenoura. Segundo Juliano Almeida Grossi, engenheiro agrônomo da Tecseed - empresa de sementes de hortaliças -, dos 1.300 hectares plantados no norte do Paraná apenas 30% é administrado por sistemas profissionais. Os 70% restantes que compreendem a maioria esmagadora dos canteiros de cenouras da região ainda opera de maneira informal.
Para reverter este quadro indústrias especializadas em insumos tem oferecido cursos para mecanizar a produção. ''Dessa forma, mesmo em épocas de preços ruins ele vai conseguir manter as contas. Se ele tiver menos custos, como a mão de obra em excesso, ele poderá se manter melhor no mercado'', aconselha Grossi. Por isso, tanto a Tecnoseed quanto a Jumil, empresas que desenvolvem tecnologias de sementes para cenouras tentam por meio de treinamentos - como um sobre aumento de produtividade realizado na última semana em Marilândia do Sul - profissionalizar os produtores.
Os principais beneficiados por esta saída da informalidade são os pequenos produtores. Segundo o produtor Ederson Pereira, existe muita inadimplência no mercado de verduras. ''Como a maioria dos produtores são informais, tem muita gente que toma calote. Isso acontece porque não existe garantia de recebimento das vendas e os negócios são feitos na base da confiança e é isso que complica'', analisa.
De acordo com Grossi, a tecnização da produção trará benefícios para todas as pontas da cadeia: desde os produtores até os consumidores ganham em preços e qualidade. ''Como as donas de casa 'compram com o olho', priorizam os alimentos com melhor aparência, quem conseguir se adequar aos padrões poderá vender para as grandes redes que priorizam alimentos deste tipo'', garante. (R.O.)

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